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Alergia a sexo? Veja quais os sintomas e como resolver isso

Problema acontece quando a mulher tem uma reação alérgica ao primeiro contato com o sêmen do parceiro

Publicado em 19 de Setembro de 2019 às 11:06

Publicado em 

19 set 2019 às 11:06
Saúde íntima feminina: alergia ao sêmen é rara, mas existe Crédito: Shutterstock

Começa a rolar um clima romântico, e os dois decidem ir "aos finalmente". Mas durante a relação sexual, eis que surge um problema delicado: a parceira sofre uma reação alérgica grave. Começa com uma coceira, depois um inchaço, ela fica sem ar e acaba indo parar no Pronto-Socorro.

A alergia ao sexo existe, embora seja rara (ufa!). E aí, mesmo apaixonada, a mulher não consegue uma intimidade maior com o companheiro, ou melhor, com o sêmen dele.

Sintomas

De acordo com a ginecologista Lorena Baldotto, esse quadro ocorre por conta de uma reação cruzada entre as substâncias que compõem o esperma e a mucosa que reveste a vagina. Os sintomas mais comuns são: inchaço da região, ardor na relação sexual, sensação de coceira ou queimação e hiperemia que é a vermelhidão da vulva e da mucosa genital, que se iniciam de 10 a 30 mim após a relação sexual.

“A reação alérgica pode ser séria, por se tratar de um processo imune e causar até mesmo infertilidade no casal, já que nestes casos alérgicos o corpo identifica o espermatozoide como um corpo estranho e o mata", explica ela.

É parecido com o que acontece com quem sofre de alergia alimentar grave, como a frutos do mar, por exemplo. "Sim, dependendo da gravidade do caso, até fechar a glote", alerta a alergista e imunologista Milena Pandolfi.

Lorena afirma que o diagnóstico desse tipo de alergia deve ser feito com toda a cautela, pois outras infecções também provocam sintomas parecidos com os da alergia ao espermatozoide do parceiro. “A vaginite, a candidíase, a vaginose, ou alguma inflamação da mucosa possuem esses mesmos sintomas. A pessoa deve observar sempre o momento em que surge o problema, se for após a relação sexual, a alergia ao sêmen deve ser investigada”, observa.

A alergia é a uma proteína presente no sêmen do parceiro. Nem todas as pessoas apresentam o material com as mesmas proteínas, portanto se a mulher nunca teve essa alergia antes, mas mudou de parceiro e passou a ter, essa também é uma possibilidade e deve ser investigada por um especialista. "O problema pode acontecer somente com uma pessoa", diz a alergista.

O tratamento não é tão simples, segundo ela. "Existem estudos que falam em dessensibilização, mas ainda é muito recente. E mesmo assim pode ter risco".

Felizmente, não é o caso de terminar o relacionamento. "O melhor jeito é evitar o contato, com uso de métodos de barreira, como o preservativo. Mas se a mulher quiser engravidar desse parceiro, terá que ser por fertilização", destaca Milena.

 

 

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