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Radiação

O Wi-Fi pode estar prejudicando sua pele

Estudos avaliam se ondas eletromagnéticas emitidas por dispositivos sem fio podem acelerar o envelhecimento da pele, trazendo flacidez, manchas e rugas

Publicado em 01 de Outubro de 2019 às 14:28

Paula Stange

Publicado em 

01 out 2019 às 14:28
Mulher faz uma selfie: wi-fi pode prejudicar a pele Crédito: Shutterstock
Uma notícia para os mais vaidosos que não desgrudam do celular: o Wi-Fi pode estar prejudicando a sua pele. Pelo menos é o que alguns estudiosos afirmam. Não há nenhum estudo conclusivo, mas os cientistas estão investigando se esse tipo de onda eletromagnética pode contribuir para o envelhecimento da pele. 
O vilão da história seria um tal de eletrosmog (junção de eletrônico e smog, termo inglês para poluição), que é essa "sujeira" eletromagnética emitida por dispositivos eletrônicos sem fio, como Wi-Fi, GPS, da própria internet 4G, 5G... O elestrosmog, dizem, promove a quebra do DNA celular e ataca as proteínas da pele, estimulando a liberação de radicais livres. 
E aí, os efeitos seriam a longo prazo: mais flacidez, manchas e rugas. 
"Sabemos que realmente existe uma crescente preocupação com essa poluição eletromagnética dos tempos modernos, e alguns estudos mostram uma grande possibilidade de efeitos biológicos devido à interação com os tecidos humanos. Mas não achei nada definitivo, e os autores frisam a necessidade de mais estudos para evidências mais consistentes", observa a dermatologista Endrika Trindade Magnago. 
Segundo a médica, todos os tipos de radiação produzem um tipo de inflamação na pele . "O sol gera um processo inflamatório. Assim como a bebida alcoólica, o cigarro, a má alimentação, a poluição atmosférica... Essas reações oxidativas favorecem o envelhecimento como um todo no organismo. E da pele também", explica a dermatologista. 
A questão é que o mesmo filtro solar que usamos contra esses demais vilões pode não ter a mesma proteção em relação ao eletrosmog. "Filtro solar é específico pra proteger contra a irradiação ultravioleta". 
Mas o que fazer? Se está preocupada com sua cútis, o melhor é procurar uma dermatologista para prevenir possíveis danos. Para Endrika, uma solução seria melhorar a qualidade e imunidade celular da pele com alguns ativos específicos que já estão começando a surgir . "Temos o resveratrol, a vitamina C e outros ativos conhecidos que vão proteger a pele, deixá-la mais saudável para quando ela for agredida por essa poluição. Assim, a pele terá uma resistência maior". 
A mesma dica da dermatologista Ingrid Telles: "Alguns protetores solares têm ação antioxidante também. Mas a pessoa pode usar um produto antioxidante todos os dias pela manhã, antes do filtro solar. Produtos com vitamina C, vitamina E e outros ativos antipoluição". Ela sugeriu alguns desses produtos, que podem ser vistos na galeria abaixo.

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