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Luta antirracista

Administradora capixaba é a primeira da família a fazer faculdade

Josiane Souza Santos entendeu que a sala de aula seria a válvula de escape. Aos 28 anos, começou o curso de Administração. 'O espaço acadêmico também é nosso'
Redação de A Gazeta

Publicado em 

13 jun 2020 às 09:01

Publicado em 13 de Junho de 2020 às 09:01

Josiane Souza Santos é a primeira da família a frequentar o curso superior
Josiane Souza Santos é a primeira da família a frequentar o curso superior Crédito: Divulgação
Crescida no Morro do Macaco, em Tabuazeiro, Josiane Souza Santos, 32 anos, perdeu os pais assassinados em 2000. E cedo teve que aprender a se virar. “Trabalhava numa casa como empregada doméstica e estudava”. Logo entendeu que a sala de aula seria a válvula de escape. Josiane é a primeira de sua família a fazer um curso superior. “Quando entrei pensei: ‘quero estar aqui para que meus irmãos e sobrinhos também venham. Esse espaço também é nosso”, conta ela que, aos 28 anos, começou o curso de Administração. A capixaba já vendeu bijuteria, bolsas, ajudou os tios que a criaram na venda de bolos e polpa de frutas. Fez um curso de estética em 2012 e criou a Fio a Fio, voltada para a pele negra. “Percebi que os protocolos eram sempre para peles claras, não falavam das pretas. Pesquisei tratamentos e testei em familiares e nas amigas, notando como a beleza enaltecia e melhorava a autoestima”, conta. 
"O preconceito é muito sucinto, por mais que não verbalizem. Quando entro em um ambiente recebo olhares, é como se não pertencesse a ele"
Josiane Souza - Administradora
Ela também criou o projeto Negras Empreendedoras do ES, com uma amiga, voltado para o empoderamento através do empreendedorismo. Josi é bem resolvida, empoderada e mesmo assim tem que lidar com o racismo. “Ele é muito sucinto, por mais que não verbalizem. Quando entro em um ambiente recebo olhares, é como se não pertencesse a ele. Certa vez, quando usava tranças, um senhor dentro do elevador pegou no meu cabelo e questionou como se estivesse mal cuidado ou fedorento”, lembra. Também por isso que representatividade importa. “É importante dar visibilidade para as pessoas conhecerem. As pessoas olham, se identificam e passam a consumir”.

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