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5 mil cães nas ruas

ONGs de Cachoeiro cobram funcionamento de castramóvel para controle reprodutivo

Equipamento de controle populacional já está disponível na cidade, mas aguarda um projeto para começar a funcionar

Publicado em 19 de Outubro de 2023 às 17:38

Sara Oliveira

Publicado em 

19 out 2023 às 17:38
Organizações e protetores de animais de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, cobram o funcionamento do castramóvel - ferramenta já utilizada em diversas cidades brasileiras como estratégia de controle reprodutivo dos animais de rua. Apesar de já contar com o equipamento, a prefeitura ainda não tem data para que o funcionamento comece no município, onde organizações estimam ter mais de 5 mil animais pelas ruas.
"O castramóvel é um trailer que vai nas comunidades porque a população carente não tem como pagar a castração, não tem como pagar um carro, então é uma ferramenta importante"
Selma Gomes - Presidente da Ong Amacaxu | Em entrevista ao repórter Gustavo Ribeiro
A Ong Amacaxu, que atua na proteção de animais em Cachoeiro, estima que sejam mais de 5 mil cães espalhados pelas ruas de Cachoeiro de Itapemirim. Protetores até realizam um trabalho de acolhimento de animais, mas não conseguem cobrir toda a demanda no município. 
“São milhares de animais. Os protetores estão cansados porque, por mais que façamos, o número de animais só vai se multiplicando e exaurindo todos nós. Não tem bolso que dê conta. Se nós não trabalharmos na raiz do problema, que é a educação do povo, a gente não tem o que fazer”, aponta Selma.
Valdeia Gardiolli também é moradora de Cachoeiro e abriga 16 animais, todos resgatados da rua. Por conta da falta de apoio e estrutura, porém, ela relata que não consegue mais abrigar nenhum animal. 
“Infelizmente o resgate não tem mais como ser feito [...] O menor valor que você poderia conseguir hoje em uma castração é de R$ 500 a R$ 600 reais. O que mais a gente vê são cadelas com os filhotes sendo abandonadas e, muitas vezes, em locais sem acesso para resgate”, relata.
ONGs de Cachoeiro de Itapemirim cobram funcionamento de castramóvel para controle reprodutivo
Valdeia Gardiolli é protetora  e abriga 16 animais Crédito: Matheus Martins
Em relação ao castramóvel, no dia 5 de janeiro deste ano, a Prefeitura de Cachoeiro tinha informado à reportagem de A Gazeta que aguardava o equipamento do fornecedor em até 90 dias. Porém, o equipamento não foi colocado em operação porque, quando chegou, verificou-se a necessidade de adequações.
Procurada novamente no último dia 4 de outubro, o município informou que todos os reparos já haviam sido realizados, mas a operação agora aguardava um projeto aprovado pelo Conselho Federal De Medicina Veterinária para funcionar e que estão buscando empresas para realizarem as cirurgias de castração. “Nossos técnicos veterinários estão finalizando os detalhes para a entrega final ao conselho”, responderam por meio de nota.
*Com informações do repórter Gustavo Ribeiro, da TV Gazeta Sul

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