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De bambus e macaco muriqui: a biodiversidade da subida do Pico da Bandeira

De bambus e macaco muriqui: a biodiversidade da subida do Pico da Bandeira

Em 2023, mais de 100 mil visitas foram registradas no Parque Nacional do Caparaó, que está na época considerada de alta temporada para roteiros de montanhas

Publicado em 10 de agosto de 2023 às 14:34

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Redação Integrada
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Criado em 1961, todos os anos, o Parque Nacional do Caparaó atrai turistas de vários cantos do Brasil e do mundo. Só em 2023, mais de 100 mil visitas já foram realizadas no parque, que tem 80% da área situada em território capixaba. Além da subida ao Pico da Bandeira, principal atrativo local, o roteiro de montanha na alta temporada, que ocorre entre abril e outubro, reserva surpresas com uma rica biodiversidade, incluindo espécies de plantas exclusivas de regiões de elevadas altitudes.

Uma das curiosidades são espécies de bambu endêmicas, que só existem no parque nacional. As espécies ainda são estudadas, mas pesquisas realizadas por um doutorando da Universidade estadual de Feira de Santana (UFES) indicam que há pelo menos três variedades exclusivas da região, que sobrevivem no local justamente por suportarem as baixas temperaturas registradas no parque: Chusquea baculifera, Chusquea caparaoensis e Chusquea riparia.

No local também são realizados diversos estudos com o macaco Muriqui, considerado o maior primata das Américas. “No caso dos Muriquis, atualmente existem um pouco mais de mil indivíduos na natureza e o parque nacional é uma das áreas prioritárias para conservação dessa espécie a longo prazo”, explica a pesquisadora Mariane da Cruz Kaizer, em entrevista ao repórter Thomaz Albano, da TV Gazeta Sul.

Macaco Muriqui
Macaco Muriqui é estudado no parque e considerado o maior primata das américas. (Reprodução/TV Gazeta Sul)

Abrangendo um território de aproximadamente 31,8 mil hectares, o Parque Nacional do Caparaó é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). “Aqui a gente tá fazendo um serviço que a gente gosta de fazer que é preservar a natureza. Todo mundo tem essa consciência”, diz o brigadista do instituto, Nadilson Tavares.

Turismo e subida ao pico

Biodiversidade surpreende subida até o Pico da Bandeira pelo ES
O repórter Thomaz Albano, da TV Gazeta Sul, subiu ao Pico da Bandeira. (Filipe Vargas)

A biodiversidade é apenas um dos atrativos da subida ao Pico da Bandeira, o terceiro ponto mais alto do Brasil. O turismo no Parque Caparaó, por exemplo, é a base econômica das nove cidades do entorno: Alto Caparaó, Caparaó, Espera Feliz e Alto Jequitibá, do lado Mineiro; e Divino De São Lourenço, Dores Do Rio Preto, Ibitirama, Iúna e Irupi, do lado capixaba.

O atrativo principal no parque é o Pico da Bandeira, terceiro ponto mais alto do País, com uma trilha de 4,5 quilômetros. Para acessá-la, é necessário percorrer um trajeto de 8 quilômetros, que pode ser feito com automóvel, partindo da portaria do Parque até um ponto de parada, de onde é possível seguir a trilha até o topo do Pico. O trajeto é difícil, mas todo esforço é recompensado pela vista que impressiona qualquer aventureiro.

Pico da Bandeira é atração muito visitada do Parque Nacional do Caparaó
Com 2.890 metros de altura, Pico da Bandeira é o terceiro mais alto do Brasil. . (Parque do Caparaó/Divulgação)

A entrada e acampamento no Parque Nacional do Caparaó são gratuitos, mas é necessário agendar com antecedência. O pagamento deve ser feito apenas pelo guia, serviço que é cobrado conforme o roteiro escolhido pelo visitante e que pode variar em função do número de pessoas do grupo, da necessidade de alugar equipamentos e das opções de alimentação.

Reportagem: Thomaz Albano e Filipe Vargas

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