Luísa Torre (interina)
Nunca se gastou tanto com pagamento de diárias para policiais militares no Estado num primeiro semestre como neste ano. Pelo menos desde que se tem registro desse tipo de despesa no Portal da Transparência do Estado, em 2009. A despesa entre 1º de janeiro e 30 de junho deste ano foi de R$ 3,81 milhões.
A título de comparação
Só para comparar, no ano passado, no mesmo período, foram gastos R$ 1,54 milhão. Só em 2011 o valor pago foi superior a R$ 3 milhões, quando foram desembolsados R$ 3,28 milhões.
Vida no Centro
Se o dinheiro aparecer, o Centro vai ganhar mais uma rua de pedestres, dessa vez dentro do Mercado da Capixaba. O projeto para o local está pronto e prevê a recuperação das duas aberturas originais, formando um corredor entre elas, onde serão desenvolvidas atividades gastronômicas e culturais.
Atrás do din din
A ideia é que o mercado seja operado pela iniciativa privada. A Prefeitura de Vitória está à espera de um crédito ou de um investidor animado para viabilizar a obra. Quem topa?
Pedaço de história
Um canhão histórico do século XVI, encontrado na Baía de Vitória em 2015, durante a obra da dragagem do Porto de Vitória, será restaurado pelo Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha. Depois ficará em exposição no Farol Santa Luzia.
Pegando fogo
A eleição no CRM é dia 7 de agosto, mas nos bastidores o que corre é que a disputa entre Carlos Magno Pretti Dalapicola, atual presidente, e o oposicionista Celso Murad já está pegando fogo.
Do rolimã ao kart
Pedro Sá, de 13 anos, corre em busca da liderança na próxima etapa do Campeonato Estadual de Kart, que será no dia 4 no Kartódromo da Serra. Ele começou nas corridas em um carrinho de rolimã, em competição de Rio Novo do Sul. Legal!
Alô, São Pedro!
Sexta que vem, no começo de noite, um eclipse lunar será visível no início da noite no Espírito Santo. Agora tem que combinar com São Pedro para no dia ele deixar o céu limpinho, sem nenhuma nuvem.
Esverdeou
Depois de Linhares, a Serra também vai ter um mês verde. Mas no município o “Junho Verde” será o mês de conscientização para ações sustentáveis em prol do meio ambiente.
Talento de sobra
Um grupo de 25 alunos com altas habilidades de uma escola municipal de Campo Grande, Cariacica, entre 14 e 15 anos, está brilhando em um projeto de artes, robótica e matemática.
Até mais!
A partir desta terça (24), nosso querido Leonel Ximenes está de volta ao comando da coluna. Muito obrigada a todos e até a próxima!
MINIENTREVISTA
“O cinema no Estado tem tudo para crescer”
O longa “Os Incontestáveis”, um road movie filmado no Espírito Santo, chega ao circuito comercial de cinema a partir de 9 de agosto, em pelo menos 12 salas de todo o país. Produzido com uma equipe majoritariamente de profissionais capixabas, o filme de Alexandre Serafini reforça o quanto há de talentos no audiovisual por aqui.
Quais são os desafios de colocar um filme em circuito nacional?
A gente vai estrear em 12 cidades, é bem modesto, tem filmes que vão para 100 salas. A gente teve que achar uma janela boa de lançar, teve Copa do Mundo no meio, muito blockbuster lançado, o que tira outros filmes da reta. Ainda estamos fazendo divulgação para as salas se interessarem.
Como foi sua experiência de produzir cinema no Estado?
Eu consegui uma verba de um edital e tive condição de filmar com uma equipe grande, mas é considerado baixo orçamento. A equipe é praticamente todo mundo do Estado. Tem muitos diretores que fizeram e estão fazendo filmes legais, com boa resposta de crítica e boa carreira em festivais.
O setor do audiovisual no Estado ainda é muito limitado?
A gente já tem profissionais competentes, desde roteiro, ideia, produção, filmar, finalizar, tem equipe toda de som, tem bons equipamentos. O cinema no Estado tem tudo para crescer, mas precisa de investimento contínuo para a gente fazer mais, e para que essas pessoas boas possam continuar no ramo. Não adianta eu fazer só um filme, tem que fazer dois, três, para ter uma produção expressiva.
Mas recurso público hoje em dia está complicado...
O investimento público tem que ter, mas o setor privado investe muito pouco e precisa investir mais. O cinema americano chega aqui todo pago e leva embora milhões por ano do dinheiro do brasileiro para fora. A gente poderia ter esse dinheiro rodando aqui dentro. É um ramo interessante porque envolve muita gente, são muitas pessoas, figurino, arte, produção, cenografia, aluguel de imóveis para filmar, é uma cadeia econômica muito interessante.