Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Privilégios inaceitáveis
Editorial

Privilégios inaceitáveis

Derrubar regalias pagas com dinheiro público é um dos grandes desafios do país para 2018. Gastos absurdos minam o ajuste fiscal

Publicado em 02 de Janeiro de 2018 às 20:57

Públicado em 

02 jan 2018 às 20:57

Colunista

As contas públicas do Brasil entram em 2018 no quinto ano de UTI. O déficit primário (que não inclui pagamento dos juros) projetado beira R$ 150 bilhões,

e será difícil não ultrapassar esse patamar, porque o clima é de eleição, as pressões por gastos são fortes, e o governo é fraco.

O buraco financeiro cresce dia a dia, com onerosos privilégios salariais de elites de servidores do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. A população de baixa renda banca a maior parte dessa farra. Criar regras para eliminá-la é um dos grandes desafios do país em 2018.

A prioridade número um é reduzir desigualdades brutais nas aposentadorias. Em 2016, cada funcionário federal inativo embolsou em média R$ 9 mil, mais de sete vezes o que recebeu um aposentado da iniciativa privada. Enquanto o limite pelo INSS é de R$ 5,5 mil, os aposentados de carreiras, como os do Ministério Público, do Judiciário e do Legislativo, ganham em média R$ 18 mil, R$ 26,3 mil e R$ 28,5 mil, respectivamente. Isso é acintoso por dois motivos: porque ocorre em meio a uma conjuntura fiscal gravíssima e por acentuar disparidade de renda. Vale lembrar que o reajuste do salário mínimo em 2018 (de 1,81%) é o menor em 24 anos. Ficou em R$ 954.

Também é imprescindível abolir as vergonhosas remunerações superiores ao teto constitucional de R$ 33,7 mil. São fruto de inaceitáveis decisões internas das corporações. Um estudo feito à época do governo Dilma constatou que os ganhos acima do limite custam ao povo brasileiro cerca de R$ 9 bilhões anuais no Judiciário, no Ministério Público e no Legislativo. Um absurdo.

A interrupção da trajetória de descontrole das contas do governo depende de uma reforma da Previdência abrangendo setores público e privado. Para isso, é preciso enfrentar resistências corporativistas e patrimonialistas que insistem em garantir vantagens descabidas.

 

{{ndFunctionFirstNotNull(post.original_author.attributes_map.descricao_de_colunista.value,post.original_author.biography)}}

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Ação contra furto de energia
De barbearia a propriedade rural: operação flagra furtos de energia no Sul do ES
Imagem de destaque
Nunes Marques manda Meta entregar relatório sobre 'Exército do Lula' em até 24h
Idoso de 80 anos com alzheimer desaparece em Barra de São Francisco
Idoso de 80 anos com Alzheimer desaparece em Barra de São Francisco

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.