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Ricardo Chiabai

Prefeituras devem dar o exemplo no corte de gastos

Seria importante diminuir o quantitativo de comissionados em prefeituras, já que muitos cargos são moedas de troca

Publicado em 28 de Dezembro de 2018 às 19:53

Públicado em 

28 dez 2018 às 19:53

Colunista

Corte de gastos Crédito: Internet

Ricardo Chiabai*

No momento em que faltam recursos para a prestação de serviços básicos à sociedade, como segurança, educação e saúde, cabe aos gestores o comedimento na nomeação de cargos que, muitas vezes, são supridos apenas para satisfazer os acordos políticos, sem que o interesse público seja levado em consideração.

Devemos trabalhar com o interesse no Estado mínimo. Com isso, seria de suma importância que diminuíssemos o grande quantitativo de cargos comissionados nas prefeituras municipais, tendo em vista que, muitas vezes, esses cargos são utilizados como moedas de troca, principalmente em períodos eleitorais.

É sabido por todos que um dos grandes males da administração pública brasileira é o abuso na nomeação de pessoas estranhas ao serviço público para ocuparem cargos em comissão, de livre nomeação e exoneração.

Hoje, a sociedade deseja, na Administração Pública, um Estado voltado para o interesse público, acabando com a barganha e, como consequência, a subserviência do Legislativo ao Executivo. Isso, quando usado em campanhas eleitorais, tem causado um desequilíbrio enorme entre os candidatos.

Não se resolve o problema de desemprego no país inchando a máquina pública com contratações acima de suas necessidades. O Poder Público tem que ser eficiente e eficaz, criando condições favoráveis para a iniciativa privada fazer investimentos na cidade, gerando emprego e renda.

A economia desejada com a diminuição dos cargos comissionados no município pode ser usada para treinamento e capacitação dos servidores em cargo efetivo, aumentando a sua produtividade. Pode contribuir também para aumentar a capacidade de investimento do município com recursos próprios.

Outro benefício é uma maior profissionalização da máquina pública, com uma quantidade maior de servidores selecionados por concurso público, evitando a descontinuidade nos serviços prestados pelas prefeituras.

Desnecessário dizer da importância de existirem cargos que possam atrair temporariamente profissionais reconhecidos no mercado, mas que não integram as carreiras públicas. Contudo, a ocupação desses cargos sem qualquer critério ou, pior ainda, para atender finalidades exclusivamente políticas eleitorais, aparelhando o Estado com grupos ideológicos sem a devida capacidade, viola frontalmente os princípios da administração pública.

A ocupação política dos cargos em comissão, sem qualquer critério de seleção que privilegie a meritocracia é, inclusive, uma das grandes fontes de corrupção.

Deve haver maior critério para a escolha dos ocupantes dos cargos, por meio de processo que privilegie a competência e a meritocracia.

*O autor é arquiteto e vereador

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