Ter talento é para poucos. A palavra pode significar habilidade, inteligência, vigor ou aptidão. Poucas são as personalidades que se destacaram, essencialmente, por seu talento. Na política, o mito Leonel M. Brizola fez parte desse pequeno e seleto grupo, diferenciando-se dos demais. Com quase 60 anos de vida pública, vividos com dignidade, jamais teve seu nome acusado de improbidade administrativa. Ele vivenciou um tempo precioso em que não era costume enriquecer na política. Eis uma de suas pérolas, de 1984: “Estou pensando em criar um ‘vergonhódromo’ para os políticos sem vergonha, que ao verem a chance de chegar ao poder, esquecem os compromissos que assumiram com o povo”.
Eis aqui outro gênio, agora da música. Falo do pianista e amigo Hélio Mendes. Poucos sabem, mas ele foi homenageado com a Medalha do Mérito pelo reitor Alaor de Queiroz. A jornalista Cinthia Ferreira o exaltou em seu livro “O piano e seu conjunto: vida e obra de Hélio Mendes”, em cujo lançamento estivemos presente. O saudoso pianista chegou ao êxito como artista e nos ofereceu as mais inesquecíveis noites de Vitória. Inclusive, estendeu seu talento e prestígio para várias orquestras, em vários Estados, destacando o Rio de Janeiro. Sem dúvidas, foi um dos melhores pianistas de música popular. Seu som marcou muitas épocas e vidas.
Outro talento é José Lino Sepulcri, da Fecomércio. Tem sido uma figura imprescindível para o desenvolvimento da cultura e do empreendedorismo do Estado. Formado em Administração de Empresas, com grande capacidade técnica, implantou diversos hotéis e atua há mais de 58 anos como empresário. Destaca-se, em seu currículo, os trabalhos na Confederação Nacional do Comércio e no Conselho do Sebrae do ES por quatro anos. Esse é um amigo que honra o Estado.
Concluindo, temos Cariê Lindenberg, que lançou seu mais recente livro, “Vou te Contar”, que resgata passagens de sua famosa e brilhante trajetória, lembrando dos tempos da política sem corrupção, da convivência social e de vitórias em atividades profissionais de importância para o setor que exerceu com absoluto mérito. No livro, há um retorno ao passado, destacando a paixão pela música. Cariê acrescentou ao talento o prazer em escrever artigos e livros. Que todos pelo menos aprendam com esses talentos.
*O autor é ex-reitor da Ufes