Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Por um dia da consciência do racismo no Brasil
Luta contra o preconceito

Por um dia da consciência do racismo no Brasil

O fim do regime escravocrata não mudou a condição em que os negros se encontravam, pois a sociedade continuou racista

Publicado em 19 de Novembro de 2018 às 18:25

Públicado em 

19 nov 2018 às 18:25

Colunista

Crédito: Divulgação
Ana Gabriela Rangel Poncio e André Filipe P. R. Santos
O racismo chega ao Brasil já nos primeiros anos após a descoberta do país, quando os africanos foram trazidos na condição de escravizados, sendo propriedades dos senhores, sem qualquer reconhecimento da sua condição humana.
No século XIX, as elites brasileiras recepcionaram as teorias raciais advindas da Europa e patrocinaram a vinda de imigrantes europeus, com o objetivo de substituir a mão de obra escravizada e de “embranquecer” a população. Entendia-se que a mistura de brancos e não-brancos embranqueceria a sociedade ao longo do tempo, pois os genes dos brancos eram considerados superiores, dominantes.
O fim do regime escravocrata (1888) e a passagem para o trabalho livre e assalariado não mudaram a condição em que os negros se encontravam, pois a sociedade continuou racista. Prova disso é que ao negro coube os trabalhos menos qualificados e menos remunerados, tendo que lutar pela sobrevivência em uma sociedade que sempre o excluiu.
O racismo faz parte da formação histórica da sociedade brasileira e de sua estrutura social. Por isso que não é comum vermos negros nos principais espaços de poder, nos cargos de maior remuneração e nos papéis principais das telenovelas
O racismo faz parte da formação histórica da sociedade brasileira e de sua estrutura social. Por isso que não é comum vermos negros nos principais espaços de poder, nos cargos de maior remuneração e nos papéis principais das telenovelas. Mas é comum vermos negros morando nas ruas, nas favelas ou compondo a maior parte da população carcerária. Essas são as novas senzalas brasileiras, reforçando a ideia de segregação do negro. Até mesmo os elementos culturais de matriz africana, como a capoeira, a boneca Abayomi, as danças, as músicas e a religião ainda são alvos de perseguição e vistos de forma negativa por parte da sociedade.
A condição de subalternidade em que ainda vive a maior parte da população negra no país não é apenas reflexo do regime de trabalho escravo, mas é consequência do racismo ainda presente na sociedade brasileira, um racismo naturalizado, presente no cotidiano e reproduzido sem que as pessoas percebam. O país permanece em dívida com os negros. Daí a necessidade de refletirmos sobre o racismo ainda presente em nossa sociedade e de organizarmos os movimentos sociais de lutas pelos direitos da população negra.
* Os autores são, respectivamente, mestra em Direitos e Garantias Fundamentais pela FDV e professor do Programa de Pós-Graduação em Direitos e Garantias Fundamentais da FDV

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Lula diz que terminou radioterapia e que cura do câncer de pele foi definitiva
Segunda Ponte
Segunda Ponte: ordem de serviço para criar 5ª faixa será assinada na segunda (15)
Imagem de destaque
Vereadores de Aracruz vão ter direito a R$ 10 mil para reembolso de despesas

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados