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Vitor Vogas

PH não está mal; serviços públicos, sim

Portal Oficial Ales Digital, contendo todo o conteúdo da produção da Assembleia Legislativa, será lançado amanhã, às 9h30. Permitirá o protocolo de projetos em formato eletrônico.

Publicado em 16 de Abril de 2018 às 22:52

Públicado em 

16 abr 2018 às 22:52
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Crédito: Amarildo
O governador Paulo Hartung (PMDB) não é mal avaliado pelos eleitores capixabas. Tampouco o governo estadual liderado por ele. Ao mesmo tempo, os capixabas reprovam a prestação dos serviços públicos mais essenciais de responsabilidade do governo do Estado. Eis o paradoxo revelado pela pesquisa Futura realizada a pedido da Rede Gazeta e publicada hoje nas páginas 20 e 21.
Quando os entrevistados são convidados a se posicionarem sobre o desempenho pessoal do governador, a avaliação positiva de Hartung supera a negativa: para 37,4% dos eleitores ouvidos, o trabalho dele é bom (30,5%) ou ótimo (6,9%). Já 24,3% o avaliam como ruim (10,1%) ou péssimo (14,2%). Outros 36,4% acham o governador regular.
Se não chega a ser extraordinária, é uma avaliação pessoal predominantemente positiva e que, acima de tudo, coloca o governador em um patamar competitivo, ou, para usar um termo ao gosto dos estatísticos, em posição considerada “concorrencial”. Significa que esses quase 40% de “bom e ótimo” alcançados deixam-no absolutamente no páreo antes do tiro de largada.
O ponto mais intrigante da pesquisa é que, apesar de a maior parte dos eleitores avaliar bem PH e o seu governo como um todo, o mesmo não ocorre quando são chamados a avaliar, especificamente, algumas áreas essenciais. Com 56,1% de ruim e péssimo, ante 14% de bom e ótimo, a educação estadual vai muito mal na cabeça do eleitor capixaba. Pior ainda vão a segurança pública (64,6% de ruim e péssimo, contra 10,5% de bom e ótimo) e a saúde pública (pico de 69% de ruim e péssimo, ante 8,8% de bom e ótimo). Quer dizer, para quem respondeu a pesquisa, o governo e o governador passam no teste com nota razoável, pouco acima da média. Já os serviços do mesmo governo tomam bomba. Como explicar?
Talvez pela dificuldade das pessoas em associar a prestação de serviços aos respectivos governos e gestores responsáveis. Talvez em parte por conta da reputação de Hartung como gestor competente, sedimentada ao longo de décadas de mandatos acumulados. Uma fama que certamente ajudou-o a derrotar Casagrande e a máquina 4 anos atrás. E que também ajuda a entender a invencibilidade de alguém que, notem bem, jamais perdeu uma disputa a qualquer cargo que tenha pleiteado. Aquilo que Jorge Arapiraca, autor de sua campanha em 2014, chama de “mito” em torno do governador.
Em todo caso, a pesquisa revela vulnerabilidades na avaliação dos serviços.
Para derrubar o mito e sua invencibilidade nas urnas, o desafio dos adversários de Hartung (ou de seu ungido) será identificar onde estão essas vulnerabilidades e a melhor maneira de explorá-las. Já o do candidato governista será comprovar um discurso de campanha que parece já montado, mas que “briga” com os números da pesquisa: o discurso de que o governo PH-3 fez o ajuste fiscal necessário nos primeiros anos; já tem conseguido realizar investimentos sociais desde meados de 2017; e, apesar da severa recessão econômica, tem sido exemplo para o resto do país e conseguido realizar “propostas inovadoras” em algumas áreas. As mesmas reprovadas, hoje, pelo eleitor capixaba.
Contraste com Temer
O governador PH é, matematicamente, um governante em condições de disputar a reeleição. Tome-se, por contraste, o caso de Temer, cuja avaliação negativa entre os capixabas, na soma de respostas ruim (16,9%) e péssimo (56,4%), chega a 73,3%, confirmando a tendência de que, se ele for mesmo para a reeleição, entrará na campanha para fazer figuração.
Estação de chuvas
Informalmente, a campanha já começou, inclusive para deputado federal, cargo postulado por João Coser (PT). Ontem, o ex-prefeito de Vitória aproveitou a deixa dos alagamentos e usou sua página no Facebook para afirmar que, em sua gestão, as obras de drenagem de águas pluviais e coleta de esgoto, “que dão muito trabalho e pouco reconhecimento”, foram “um dos pilares de atuação”.
Estação pluvial
Coser desenterrou reportagem do site oficial da Prefeitura de Vitória, publicada no dia 8 de dezembro de 2010 (metade do segundo mandato do petista), sobre a inauguração da estação de bombeamento de Santa Luíza, “da qual o atual prefeito falou hoje em suas redes sociais”.
Estação política
Em tempo: Luciano Rezende (PPS) publicou mesmo, ontem, um vídeo “guiando” um tour por dentro da estação para mostrar a operação. Ou seja, obras de drenagem podem até não “aparecer” para a população. Mas ambos trataram de aparecer ontem por causa da estação.
Canelada
Coser ainda deu o que pode ser interpretado como uma canelada em seu sucessor na cadeira de prefeito: “O papel do gestor público é se antecipar a esses eventos e tentar minimizar os estragos causados pela força da natureza”.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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