O sucesso do leilão de áreas do pré-sal, realizado na primeira semana deste mês, atraindo um número recorde de empresas gigantes, reforça a visão de que a exploração de petróleo e gás natural é um principais veios de crescimento econômico do país a longo prazo – apesar dos ventos contrários à Petrobras.
É claro que isso tem a ver diretamente com o Espírito Santo. O desenvolvimento da atividade petrolífera no Brasil passa pelo mar capixaba, um dos mais importantes desse setor.
E já há algo concreto nesse sentido: conforme publicado em primeira mão por A GAZETA, no último sábado, novas áreas de exploração de petróleo na costa marítima do Estado serão leiloadas ainda neste ano, ou no mais tardar no ano que vem. Está no radar da Agência Nacional do Petróleo.
No pré-sal brasileiro, o ponto de equilíbrio está em torno de US$ 35 o barril de petróleo. Por isso, atrai as maiores empresas do planeta
Combustíveis fósseis ainda atendem a mais de 70% da demanda global de energia, mas, com aplausos de ecologistas, multiplicam-se projetos para reduzir essa dependência. Por isso, são cada vez mais frequentes os lançamentos de veículos elétricos ou híbridos nos mercados asiático, europeu e norte-americano.
O Brasil esqueceu o Proálcool, e agora o governo tenta emplacar o programa RenovaBio, para incentivar o uso de combustíveis renováveis em larga escala. Também tramita no Senado um projeto que isenta de IPI e IOF carros elétricos, nacionais ou importados, vendidos a taxistas ou a pessoas com deficiência.
Porém, a batalha dos combustíveis está longe do fim. Decorridos mais de um século de expansão, “o consumo de petróleo terá pico até 2030, e depois entrará em declínio”, diz uma manchete recente do site G1.
O interesse de grandes companhias na exploração de novas áreas não se deve ao preço do petróleo no momento. Hoje está alto e amanhã pode subir mais, ou cair muito. É extremamente volátil. A decisão de injetar dinheiro em poço de óleo abrange outras variáveis. A principal, é o “break even”, ou seja, o preço de equilíbrio para viabilizar a exploração. Pesam na balança o valor de investimento, o custo da operação, impostos etc.
No pré-sal brasileiro, o ponto de equilíbrio está em torno de US$ 35 o barril de petróleo. Por isso, atrai as maiores empresas do planeta.
*O autor é jornalista