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Angelo Passos

Petróleo é o combustível para o crescimento econômico

Cenário de crescimento da atividade petrolífera contrasta com dificuldades da economia. É um dos viés de expansão de investimentos no Espírito Santo

Publicado em 18 de Junho de 2018 às 19:32

Públicado em 

18 jun 2018 às 19:32
Angelo Passos

Colunista

Angelo Passos Angelo Passos
Plataforma P-58 produz petróleo no Parque das Baleias Crédito: Divulgação
O sucesso do leilão de áreas do pré-sal, realizado na primeira semana deste mês, atraindo um número recorde de empresas gigantes, reforça a visão de que a exploração de petróleo e gás natural é um principais veios de crescimento econômico do país a longo prazo – apesar dos ventos contrários à Petrobras.
É claro que isso tem a ver diretamente com o Espírito Santo. O desenvolvimento da atividade petrolífera no Brasil passa pelo mar capixaba, um dos mais importantes desse setor.
E já há algo concreto nesse sentido: conforme publicado em primeira mão por A GAZETA, no último sábado, novas áreas de exploração de petróleo na costa marítima do Estado serão leiloadas ainda neste ano, ou no mais tardar no ano que vem. Está no radar da Agência Nacional do Petróleo.
No pré-sal brasileiro, o ponto de equilíbrio está em torno de US$ 35 o barril de petróleo. Por isso, atrai as maiores empresas do planeta
Combustíveis fósseis ainda atendem a mais de 70% da demanda global de energia, mas, com aplausos de ecologistas, multiplicam-se projetos para reduzir essa dependência. Por isso, são cada vez mais frequentes os lançamentos de veículos elétricos ou híbridos nos mercados asiático, europeu e norte-americano.
O Brasil esqueceu o Proálcool, e agora o governo tenta emplacar o programa RenovaBio, para incentivar o uso de combustíveis renováveis em larga escala. Também tramita no Senado um projeto que isenta de IPI e IOF carros elétricos, nacionais ou importados, vendidos a taxistas ou a pessoas com deficiência.
Porém, a batalha dos combustíveis está longe do fim. Decorridos mais de um século de expansão, “o consumo de petróleo terá pico até 2030, e depois entrará em declínio”, diz uma manchete recente do site G1.
O interesse de grandes companhias na exploração de novas áreas não se deve ao preço do petróleo no momento. Hoje está alto e amanhã pode subir mais, ou cair muito. É extremamente volátil. A decisão de injetar dinheiro em poço de óleo abrange outras variáveis. A principal, é o “break even”, ou seja, o preço de equilíbrio para viabilizar a exploração. Pesam na balança o valor de investimento, o custo da operação, impostos etc.
No pré-sal brasileiro, o ponto de equilíbrio está em torno de US$ 35 o barril de petróleo. Por isso, atrai as maiores empresas do planeta.
*O autor é jornalista

Angelo Passos

Angelo Passos Angelo Passos

É jornalista. Escreve às segundas e às sextas-feiras sobre economia, com foco no cenário capixaba, trazendo sempre informações em primeira mão e análises, sem se descuidar dos panoramas nacional e internacional

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