Até o final de 2020 a Petrobras planeja fechar a sede administrativa da companhia em São Mateus. A informação é do Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo, o Sindipetro-ES.
De acordo com representantes da categoria, a decisão foi informada na última terça-feira (10) pelo gerente-geral da Unidade Operacional da Bahia, que visitou a cidade do Norte capixaba para expor os planos da petroleira para a Base-61, como é chamada a estrutura de São Mateus.
A diretoria de comunicação do Sindipetro-ES informou que o fechamento da base pode trazer impactos diretos para 800 famílias, considerando profissionais e fornecedores da estatal. Hoje, pelo menos 26 empresas prestam serviços diretos para a Petrobras. Já indiretamente, a entidade de classe calcula que os reflexos podem ser ainda maiores, atingindo 2 mil famílias que atuam em setores do comércio e de serviços na cidade e no entorno.
O sindicato se mostrou preocupado com a demissão de terceirizados e também com o movimento de transferência de profissionais que deverá ser iniciado. Os representantes do Sindipetro-ES alegam que a orientação da Petrobras foi no sentido de que cada um busque realocação.
FOCO NO PRÉ-SAL
A justificativa dada aos profissionais para o encerramento das atividades na sede administrativa , ainda segundo diretores da entidade, é o fato de a Petrobras estar com o foco em atividades do pré-sal. Mas eles argumentam que a base-61, embora não seja tão lucrativa quanto campos do pré-sal, é uma unidade que não dá prejuízos para a companhia.
Para debater esse tema, vai ser realizada nesta quinta-feira (12) uma audiência pública na Câmara de Vereados de São Mateus, às 19 horas. “Queremos sensibilizar a sociedade e impedir que a Petrobras saia de São Mateus. Vamos lutar para isso não acontecer”, frisou o sindicato ao observar que a reunião deve contar com a presença de petroleiros, vereadores, prefeito, fornecedores e moradores da região.
Procurada, a Petrobras não se manifestou até o momento desta publicação.