Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Petrobras desiste de polo gás-químico e ES tem prejuízo de R$ 10 milhões
Beatriz Seixas

Petrobras desiste de polo gás-químico e ES tem prejuízo de R$ 10 milhões

A área em Palhal, na zona rural de Linhares, que era promessa de ser um grande celeiro de investimentos, empregos, renda, arrecadação de impostos e desenvolvimento, está abandonada

Publicado em 26 de Julho de 2018 às 21:20

Públicado em 

26 jul 2018 às 21:20
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Área onde seria feito o polo gás-químico da Petrobras em Linhares Crédito: Thiago Guimarães
Uma área de 415 hectares que era promessa de ser um grande celeiro de investimentos, empregos, renda, arrecadação de impostos e desenvolvimento está abandonada. Palhal, na zona rural de Linhares, foi o local definido e comprado pelo governo do Estado para a instalação do Polo Gás-Químico da Petrobras lá em 2012, mas passados seis anos nada mudou na região e, por enquanto, não há qualquer perspectiva de que esse quadro seja revertido.
A desistência desse projeto, que era chamado pela estatal de UFN-IV, não é nenhuma novidade, já que desde o seu anúncio ele entrou e saiu do Plano de Negócios inúmeras vezes e, em 2015, o então presidente da petrolífera Aldemir Bendine declarou que o polo estava fora das prioridades da companhia, informação que foi reforçada posteriormente pela Petrobras na gestão de Pedro Parente.
Mas mesmo com o empreendimento, de US$ 4 bilhões, tendo sido descartado, três anos depois tudo continua na mesma. E a área, desapropriada pelo governo do Estado a um custo, à época, de cerca de R$ 10 milhões, permanece sem finalidade. A falta de utilização tem feito, inclusive, com que o espaço vire alvo de ocupações de famílias que integram o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
A mudança de estratégia da Petrobras ao abandonar projetos em áreas como a de fertilizantes para focar na exploração e produção do pré-sal tirou o investimento mais robusto, do ponto de vista econômico, anunciado na última década para o Espírito Santo e deixou para o governo do Estado apenas o ônus.
Por mais que a área, que equivale a mais de 400 campos de futebol, tenha sido devolvida pela Petrobras e continue sendo propriedade do Estado, em época de recursos escassos, esse dinheiro podia ter destino mais concreto.
Aliás, é isso que o Estado vem buscando junto à estatal, mas o ritmo para as partes chegarem a uma solução para o impasse não tem sido muito favorável.
O secretário de Estado de Desenvolvimento, José Eduardo Azevedo, explica que o governo está atrás de alternativas para resolver o “prejuízo” capixaba e conta que já foram realizadas algumas reuniões junto à diretoria da companhia.
“Entendemos que a Petrobras tem um débito por conta de um projeto que não foi para frente. Estamos trabalhando com duas opções: a primeira é buscar outro negócio para o local, seja da Petrobras diretamente ou da estatal com alguma parceira; e a segunda é o ressarcimento do valor investido nas desapropriações.”
Entre os negócios potenciais em substituição ao polo estão, segundo Azevedo, unidades de geração termelétrica e de processamento de gás ou projetos na área de energia renovável. Até o momento, entretanto, não há nenhuma sinalização de que há interesse da Petrobras em atender os pleitos do Espírito Santo.
A expectativa do governo é que até dezembro essa situação se desenrole. Já a Petrobras não prevê datas nem demonstra tanto otimismo. Informa apenas que as condições para devolução do terreno estão sendo avaliadas e que o contrato assinado com o governo não impõe qualquer penalização por não ter usado o espaço.
Ao que tudo indica, a petrolífera não está disposta a ressarcir os cofres públicos e, pelo que consta em seus planos de negócios, tampouco investir em um projeto em Linhares. Se o governo do Estado quer gerar uma atividade econômica para essa área, tá na hora de olhar para outros atores.
PLANTAS REATIVADAS
A greve dos caminhoneiros, que durou 12 dias em maio, não trouxe impactos para os resultados da Vale no segundo semestre. A mineradora bateu vários recordes, entre eles o da produção de pelotas, com 12,8 milhões de toneladas, marca alcançada graças à retomada das plantas de pelotização I e II de Tubarão. As usinas voltaram a operar em maio e janeiro deste ano, respectivamente.
SE SENTINDO NO PARAÍSO
Uma multinacional norueguesa que atua no setor de petróleo e gás fechou suas portas no Rio de Janeiro e veio de mala e cuia para o Espírito Santo. A sede, que ficava em Bangu entre duas favelas, agora está localizada no Civit II, na Serra. Além da busca por segurança, o empreendedor contou que estava atrás de um bom ambiente de negócios. Por enquanto, ele diz não estar arrependido.
 
Sobe - Coluna Beatriz Seixas“Bazap” do condomínio
Vem ganhando espaço nos condomínios da Grande Vitória os bazares do WhatsApp. Há um movimentado comércio entre a vizinhaça, que negocia de tudo: tem marmita, móveis, roupinhas de bebê e até calculadora científica.
Desce - Coluna Beatriz SeixasMunicípios gastões
Mesmo em meio a um cenário que exige arrocho nas contas, as prefeituras de Bom Jesus do Norte, Marechal Floriano e Ibitirama expandiram os gastos com custeio em mais de 20%, conforme dados da Aequus Consultoria.
Eco$nomia - Tirinha do Arabson - 27/07/2018 Crédito: Arabson

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Suzano abre programa de estágio com bolsa de até R$ 2.800
Delegacia de Cachoeiro de Itapemirim
Médico é preso após ser demitido e culpar enfermeira com ameaças em Cachoeiro
Imagem de destaque
Gato sem fome: 6 dicas para melhorar o apetite do animal 

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados