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Beatriz Seixas

Petrobras adia operação de plataforma no Espírito Santo

Atividades que seriam iniciadas em 2021 foram postergadas para 2022

Publicado em 05 de Dezembro de 2018 às 13:04

Públicado em 

05 dez 2018 às 13:04
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Plataforma de petróleo Crédito: Agência Pretrobras/Divulgação
A Petrobras adiou a previsão de entrada em operação de uma plataforma de produção de petróleo e gás, no Litoral Sul capixaba. O anúncio consta no Plano de Negócios 2019-2023 divulgado na manhã desta quarta-feira (05) pela estatal, que projeta investir em todo país US$ 84,1 bilhões nos próximos cinco anos.
O projeto chamado Integrado Parque das Baleias estava previsto para começar a operar em 2021, mas o novo cronograma da companhia tem nova data: 2022. A coluna procurou a Petrobras para saber o motivo da mudança de prazo e aguarda o retorno da empresa.
A plataforma do tipo FPSO (unidade flutuante que produz, armazena e transfere óleo e gás) previa no plano anterior (2018-2022) investimentos da ordem de R$ 1,5 bilhão, mas ainda não se sabe se, com a mudança de ano, também haverá atualização do valor.
Desde a entrada em operação da plataforma P-58, em 2014, o Integrado Parque das Baleias é o projeto mais importante da Petrobras previsto para o Espírito Santo. Existe uma expectativa muito grande em relação a esse empreendimento na geração de empregos e renda, e na movimentação da cadeia de fornecedores locais. Além disso, ele irá ajudar na curva produtiva, uma vez que, sem novas unidades, a tendência é que a produção do Espírito Santo, hoje em aproximadamente 408 mil barris de óleo equivalente (petróleo + gás) por dia, caia.
Pelo projeto inicial, a embarcação que ficará na região do Parque das Baleias vai contar com 22 poços interligados ao pós e ao pré-sal dos campos de Jubarte e Cachalote e terá capacidade de produção diária de 100 mil barris de óleo e 4 milhões de metros cúbicos (m³) de gás.
O Plano de Negócios e Gestão (PNG) 2019-2023 prevê investimentos totais superiores aos divulgados no ano anterior, de US$ 74,5 bilhões, ou seja, um aumento de 11,17%. A fatia que cabe à Unidade de Operações de Exploração e Produção da Petrobras do Espírito Santo (UO-ES), entretanto, ainda não foi divulgada na apresentação do PNG. No plano 2018-2019, os investimentos programados eram da ordem de R$ 10 bilhões. Questionada sobre os novos números, a estatal ainda não retornou à coluna.
 

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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