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Vitor Vogas

Paulo Hartung: passos de dança e de eleição?

As dancinhas do emedebista já viraram rotina e seria ingenuidade imaginar que são gratuitas

Publicado em 01 de Julho de 2018 às 22:53

Públicado em 

01 jul 2018 às 22:53
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Letícia Gonçalves (interina)
Paulo Hartung e a agenda pelo Espírito Santo Crédito: Amarildo
No dia 16 de dezembro do ano passado, uma cena chamou a atenção. O governador Paulo Hartung, normalmente contido, aparecia, em um vídeo, dançando entusiasticamente em uma apresentação natalina em frente ao Palácio Anchieta. Parecia até mentira. Não era. De lá pra cá, as dancinhas do emedebista já viraram rotina e seria ingenuidade imaginar que são gratuitas. No último sábado teve mais uma, desta vez uma exibição solo de forró em Itaúnas. Mas não se trata apenas de passos de dança. A performance de dezembro prenunciava uma série de andanças em pleno ano eleitoral. Entre os dias 2 de janeiro e 30 de junho deste ano, Hartung marcou presença em 50 municípios de norte a sul do Estado. Sem contar as agendas no Palácio Anchieta e na residência oficial, foram 107 eventos.
A coluna contabilizou o dado a partir da divulgação diária feita pela assessoria de imprensa do governador. Quando houve mais de um evento no mesmo dia e na mesma cidade (o lançamento de um edital e a visita a uma obra, por exemplo), foi considerada uma única agenda. Do total, 18 foram realizadas na Região Norte; 17 no Sul; 11 no Noroeste; 18 na Região Serrana e 43 na Região Metropolitana.
À exceção de Vitória, com 18 presenças do governador, mas notadamente em eventos protocolares e em locais fechados, o município mais “contemplado” foi a Serra de Audifax Barcelos, com 10. Em segundo, está Vila Velha, do prefeito Max Filho, com cinco, mas nem sempre o chefe do Executivo estadual e o tucano se encontraram por lá (o jantar na casa do vereador Ivan Carlini, em maio, que uniu gregos e troianos, não foi contabilizado porque não constava na agenda oficial). Hartung foi quatro vezes a Guarapari e a Cariacica neste semestre. Em Viana, duas vezes.
O mês mais agitado foi junho, com 31 agendas. Desde o início do ano, teve evento para assinatura de ordens de serviço, visitas a obras, assinaturas de editais e entrega de veículo, de escavadeira (no singular mesmo) e inauguração de praça. É uma agenda variada. O que não muda é o palanque proporcionado, seja a Hartung – que ainda não revelou se será ou não candidato à reeleição – ou aos aliados que o acompanham.
O antecessor do governador no cargo, Renato Casagrande, também mantinha uma alta quilometragem pelo Estado, a ponto de ser alfinetado por adversários como realizador de “agenda de vereador”.
Considerando as ordens de serviço e editais deste primeiro semestre, que são apenas assinaturas, o futuro ou futura chefe do Executivo estadual poderá repetir todo o trajeto, cedo ou tarde, para transformar os atos em inauguração ou em mais assinaturas.
Presidente estadual do MDB, o deputado federal Lelo Coimbra – ele mesmo presença constante em agendas de Hartung – minimiza o possível viés (pré) eleitoral. “Pode ser interpretado dessa forma. Claro que são frequentadas por políticos, mas ocorrem no tempo do desdobramento necessário para as entregas. E desde junho do ano passado ele está indo aos municípios”, afirma.
O próprio Hartung tem uma definição simples: “Estou fazendo o papel de governador, governador anda mesmo”.
Difícil acreditar que ele gastou sola de sapato e exibiu os dotes de dançarino em vão. A conferir.
Comissão parada
Enquanto levantamento da consultoria InterB mostra que há sete mil obras públicas federais paradas no país, o site da Câmara dos Deputados registra que a última reunião da comissão externa da Casa que monitora obras paradas foi em 01/06/2017.
Relatório
Relator da comissão, o deputado Evair de Melo informou, por meio de sua assessoria, que “todo o trabalho está sendo alinhado e realizado junto com a equipe do TCU. Parte disso já foi divulgado pela própria imprensa e o relatório final trará mais dados. Inclusive parte disso já foi apresentado em emendas e destaques no debate que se faz na comissão especial de licitação na Câmara”.
CPIs em Vila Velha
Após a criação de uma CPI, com a assinatura de 16 dos 17 vereadores da Câmara de Vila Velha, para apurar a ocupação de imóveis públicos por particulares, outra pode surgir, com foco em contratos na Secretaria Municipal de Educação.
Amigo
O vereador Heliosandro Mattos, do PR, o único partido que formalizou aliança para a eleição do prefeito Max Filho (PSDB) em 2016, é quem deve presidir a CPI dos imóveis. Ele se diz amigo e aliado do tucano.
Oposição
Uma pessoa com trânsito no gabinete do prefeito, no entanto, vê movimentos de oposição por parte de Heliosandro e credita a postura à negativa quanto à indicação de nomes para o secretariado. O vereador sustenta não ter qualquer pretensão nesse sentido.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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