Fazer uma viagem internacional muda a vida de qualquer estudante. E quando esse roteiro compreende a realização de um sonho, a experiência se torna mais marcante. Prestes a entrar no Ensino Médio e fascinado pelas ciências exatas, desde criança Giuliano Souza de Castro Filho tinha uma aspiração: conhecer a NASA. O desejo foi realizado neste ano, quando estudantes do Colégio Leonardo Da Vinci passaram uma semana na sede da Agência Espacial dos EUA, na Flórida.
Em uma semana, aprendi mais coisas do que durante toda a minha vida. Visitei todos os museus da NASA. Fui em uma universidade que eu nunca tinha visto, isso me fez enxerga coisa que antes eu não enxergava. Ainda tive a oportunidade de conversar com os alunos da universidade, tudo isso me ajudou pessoalmente a ter mais segurança ao me preparar para escolha do meu futuro, recorda.
Além de despertar um espírito observador nos estudantes, as viagens acadêmicas internacionais assumem um caráter sociocultural que contribui na formação de cidadãos críticos e pensantes. Além do conteúdo educacional, as viagens acadêmicas servem que os alunos tenham contato com diferentes culturas, comportamentos e povos.
Para o estudante Pedro Duarte Moreira, do 3º ano do Ensino Médio, as viagens feitas para a Europa, quando foi conhecer o fenômeno da Aurora Boreal, e na China, durante uma visita a Grande Muralha, foram oportunidades de reflexão sobre as características positivas e negativas de cada país.
Na Noruega, enquanto estávamos em uma fazenda de cabras, a guia, ao buscar um tipo especial de queijo em outra sala, deixou celular e carteira em cima da mesa, confiando em 20 completos desconhecidos (nós) para que não a roubássemos. Ficamos perplexos, claro, acostumados com o jeitinho brasileiro. Por outro lado, na cidade de Xian, na China, a guia nos contou de uma organização criminosa que sequestrava placas de automóveis e cobravam um resgate, comparou.
Summer Camp
Aluno do 2º ano do ensino Médio, João Flávio Gomes Figueiredo teve a oportunidade de conhecer neste ano a Universidade de Missouri, na cidade Columbia, EUA. Por duas semanas, ele e outros 14 colegas participaram do Summer Camp, quando os alunos aproveitam o recesso de julho aqui no Brasil para experimentar um período de vivência em uma universidade no exterior.
Fomos acompanhados pelos próprios professores da instituição e vivenciamos uma rotina próxima da que um universitário tem: dormimos nos alojamentos, comemos e praticamos esportes nos mesmos centros que eles, além de frequentar as classes. Também conhecemos o funcionamento de multinacionais atuantes em Missouri, como a Budweiser e a Boeing, recorda.
Além do foco em profissões, também houve os momentos de viagens culturais, com visitas a monumentos como o Gateway Arch, em St. Louis; o Capitólio e a Corte Suprema do estado, na capital Jefferson City; e a Harry Truman Library & Museum, em Kansas City, e até mesmo assistir a um jogo de baseball.
Preparação
Antes da viagem, os alunos trabalham temas ligados à cultura e arte dos povos e locais a serem visitados, como costumes, gastronomia, aspectos históricos e geográficos, dentre outros, o que possibilitará uma melhor contextualização dos participantes durante a viagem.
Em 15 anos, quase 40 países já foram visitados pelos alunos do Da Vinci. Itália, Suíça, Espanha, França, Inglaterra, Escócia, Alemanha, Áustria, Hungria, Noruega, Rússia, País de Gales, Irlanda, Irlanda do Norte, Croácia, Turquia, China, Japão, Tailândia e Vietnã, foram alguns dos destinos dos estudantes.
Desde 2016, a escola capixaba firmou convênio com Kennedy Space Center Internacional Academy e a BFCC Brazil-Florida Chamber of Commerce, incluindo assim as visitas a NASA nos roteiros de viagens internacionais.
Os alunos também participam dos fóruns do Harvard Model United Nations, um conceituado modelo de simulação da ONU no mundo, realizado anualmente pela Universidade de Harvard, na cidade de Boston, Estados Unidos.