A Páscoa ainda é a principal festa da comunidade judaica em todo o mundo. O termo significa literalmente “passar por cima” e se reporta ao acontecido no Egito, quando os hebreus que ali viveram por 400 anos alcançaram a sua liberdade.
Os filhos de Israel migraram para o país dos faraós devido à fome que se abateu sobre aquela região. Ali foram assentados no melhor da terra e prosperaram, até que um novo governante se levantou e começou a oprimi-los ao ponto de se tornarem escravos.
Sob pesado jugo, o povo sofria e, então, Deus enviou Moisés para liderar a nação no êxodo. Após grande embate com o faraó, destacando-se as dez pragas, o rei egípcio deixou que eles saíssem e, depois de 40 anos no deserto, se instalaram na terra prometida.
Naquela noite fatídica para os egípcios, quando os primogênitos foram mortos, os israelitas mataram o cordeiro da Páscoa e passaram seu sangue nos portais, assim o anjo da morte não passou por ali. Daí, todo ano a Páscoa celebra esse livramento e libertação.
Segundo os evangelhos, Jesus e os seus discípulos, como judeus, celebravam a Páscoa. No entanto, na visão do Novo Testamento, aquele evento sempre foi um símbolo, uma figura da libertação espiritual que se daria com a vinda do Messias.
Ao ser morto e ter o sangue aspergido no madeiro, Jesus Cristo é o verdadeiro cordeiro pascal, mediante o qual o homem é livre de todo tipo de escravidão. Mas não é apenas isso, ele é o Cristo que venceu a morte ressuscitando exatamente na Páscoa.
O cristianismo deu um novo sentido a essa festa. Ela é universal, unindo todos os povos, raças e línguas para celebrar o Cristo vivo. A sua ressurreição foi o triunfo da vida sobre a morte, do amor sobre o ódio e da verdade sobre a mentira.
A ocasião da Páscoa nos convida a olhar para aquela cruz onde o cordeiro de Deus foi morto. No entanto, é no túmulo vazio que vamos encontrar a verdadeira razão para celebrar porque Cristo está vivo: Ele ressuscitou!
*O autor é pastor emérito da Primeira Igreja Batista em Jardim Camburi, Vitória