O padre Romário Hastenreiter, da Paróquia de Boa Esperança, no Norte do Estado, acusou o senador Magno Malta de estar mentindo na entrevista publicada nesta segunda-feira (19) pela coluna no jornal A GAZETA. "Ele disse que estava nervoso quando pronunciei as críticas. Não é verdade a fala dele."
Na entrevista, o senador considerou que o sacerdote estava nervoso quando o criticou por ter apoiado as reformas trabalhista e previdenciária do governo. "O caso do padre de Boa Esperança foi isolado, um momento de raiva", minimizou Malta na entrevista à coluna.
O senador chegou a mover uma ação por calúnia, injúria e difamação contra o religioso, mas desistiu do processo, cuja primeira audiência na Justiça seria amanhã em Boa Esperança.
Perguntado pela coluna se ele chegou, num programa de rádio, a xingar os três senadores capixabas, o padre Romário admite que acusou Malta de "bandido": "Fiz uma crítica aos três senadores (além de Magno Malta, Rose de Freitas e Ricardo Ferraço) pela votação da reforma trabalhista e disse que ele (Malta) era bandido sim. E ele não teve a coragem de levar adiante o processo", afirmou.
A seguir, o padre explicou o que significava essa acusação: "Ele ficou bravo simplesmente pela palavra bandido, mas não fiz referência à pessoa dele, [e sim à) bandidagem das ações dele".