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Opinião da Gazeta

Otimismo com economia do ES é resultado da credibilidade do Estado

Espírito Santo tem sido a menina dos olhos da federação por ter encarado a recessão da metade da década com austeridade. É por isso que neste 2020 que se inicia tem fôlego suficiente para confiar no crescimento

Publicado em 13 de Janeiro de 2020 às 04:00

Públicado em 

13 jan 2020 às 04:00

Colunista

Perspectiva do Porto Central, em Presidente Kennedy, Sul do Espírito Santo Crédito: Porto Central/Divulgação
O otimismo deste jornal com a retomada da economia no Espírito Santo, estampada na capa da edição impressa do último fim de semana, é alicerçada pelos grandes investimentos que estão a caminho e devem criar mais de 17 mil vagas de emprego. Não é uma aposta míope. Esses anúncios, obviamente, estão diretamente associados à melhoria das projeções e dos indicadores no país.
Sem esquecer que a agenda econômica do governo federal está na mesa, um projeto que já foi capaz de reformar a Previdência e está comprometido com outras arrumações estruturais. É o suficiente para atrair os olhares dos investidores que andavam distantes.
O Espírito Santo, se encarado como um microcosmo do país, é um exemplo de como se contrói a credibilidade com uma administração competente e engajada com a saúde fiscal. O Estado tem sido a menina dos olhos da federação por ter encarado a recessão da metade da década com austeridade.
É por isso que neste 2020 que se inicia tem fôlego suficiente para confiar no crescimento. Os investimentos previstos são consequência dessa imagem positiva construída com eficiência, sem demagogia. O pé no freio no auge da crise foi providencial para os frutos que devem começar a ser colhidos.
O setor portuário, tão estratégico para um Estado com vocação natural para o comércio exterior, tem tudo para zarpar com o início das obras do Porto Central, em Presidente Kennedy, e Imetame Logística Porto, em Barra do Riacho (Aracruz). São obras que, em operação, terão o potencial de reposicionar o Espírito Santo como polo logístico no país. Não é pouca coisa.
O ano também deve ser melhor para Vale e ArcelorMittal, com a execução de obras de cunho ambiental que aquecerão o mercado de trabalho local. A Samarco, fechada desde 2015, deve voltar a operar. Há também muita expectativa em torno das novas plantas fabris a serem instaladas em Linhares (Britânia e Brinox) e Cachoeiro de Itapemirim (Suzano).
Os dez principais empreendimentos programados para o Estado, no levantamento realizado por este jornal, devem movimentar R$ 8,9 bilhões em investimentos. Os prognósticos são positivos, mas é preciso saber aproveitá-los com sabedoria. O Espírito Santo só está bem na foto à custa de seu próprio empenho.

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