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Cinema

Oscar dado a "Parasita" é uma premiação ao novo mundo da economia criativa

Os quatro prêmios recebidos pelo filme sul-coreano “Parasita”, inclusive como melhor filme, evidenciam tendência da política hollywoodiana de abertura a um mundo de diversidades étnicas, culturais e de raças

Publicado em 15 de Fevereiro de 2020 às 04:00

Públicado em 

15 fev 2020 às 04:00
Orlando Caliman

Colunista

Orlando Caliman

Cena do filme "Parasita" Crédito: Pandora Filmes/Divulgação
A premiação do Oscar 2020 é prova de quanto tem de característica universal a linguagem do cinema. E o curioso é que em meio a movimentos antiglobalistas, tendo na liderança os Estados Unidos, sob o comando de Trump, é de lá também que vêm demonstrações opostas.
Os quatro prêmios recebidos pelo filme sul-coreano “Parasita”, inclusive como melhor filme, evidenciam tendência da política hollywoodiana de abertura a um mundo de diversidades étnicas, culturais e de raças. Afinal, trata-se do primeiro filme não falado em língua inglesa a receber o prêmio. E mais, de origem oriental.
O cineasta Bong Joon-ho, no conjunto da obra, desbanca assim históricos ícones da produção cinematográfica mundial, mas, sobretudo, aqueles com raízes no próprio mundo de Hollywood. Confesso que não vi o filme, enquadrado como mescla de drama e comédia. Porém, pelas críticas produzidas e veiculadas em profusão, pelas premiações e pelos aplausos unânimes emanados da plateia presente ao evento da premiação, parece-nos não pairarem dúvidas quanto aos méritos que lhe cabem.
Minha pretensão ao realçar os prêmios dados ao filme sul-coreano nem se prende ao ineditismo do fato em si, mas sim pelo conjunto de uma obra bem mais ampla, mais profunda e historicamente arquitetada e projetada, que fez alçar aquele país da condição de pobreza a de país desenvolvido. Trata-se de uma premiação ao novo mundo da economia criativa. Premiação a um país que planejou e executou políticas de desenvolvimento bem focadas, escalonadas e dosadas no tempo.
Trajetória bem diversa, até antagônica, da que podemos observar no Brasil. A Coreia do Sul postava-se atrás do Brasil em praticamente todos os indicadores econômicos e sociais na década de 70. O que, então, vem fazendo a diferença? A principal, sem dúvida a derradeira, está no campo da educação, Iniciando-se com a educação básica e evoluindo para a superior. Não sem razão, a produtividade do trabalhador sul-coreano é três vezes maior do que a do trabalhador brasileiro.
O Oscar, em suma, simboliza para os sul-coreanos a premiação de uma aposta, que vem se mostrando correta, na sofisticação e complexidade da economia, integrando cultura, novas tecnologias, criatividade, inovação e educação. Um prêmio à economia criativa.

Orlando Caliman

É economista. Analisa, aos sábados, o ambiente econômico do Estado e do país, apontando os desafios que precisam ser superados para o desenvolvimento e os exemplos de inovação tecnológica

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