Jenniffer Vorpagel*
Os casos de sobrepeso e obesidade, infelizmente, vêm aumentando em todo mundo. Estima-se que até 2025 cerca de 2,3 bilhões de adultos no planeta estejam com excesso de peso, sendo mais de 700 milhões com obesidade.
No Brasil, segundo o Ministério da Saúde (2016), mais de 50% da população adulta tem excesso de peso (na faixa de sobrepeso e obesidade), sendo que 18,9% estão obesos. O mesmo levantamento revelou que, no Espírito Santo, quase metade da população (49,7%) está acima do peso.
A obesidade já é considerada um problema de saúde pública, pois os obesos possuem uma maior propensão para desenvolver pressão alta, diabetes, problemas nas articulações, dificuldades respiratórias, gota, pedras na vesícula e até algumas formas de câncer.
A obesidade é o acúmulo de gordura no corpo causado quase sempre por um consumo excessivo de calorias na alimentação, superior àquela usada pelo organismo para sua manutenção e realização das atividades cotidianas. A grande preocupação são crianças obesas que poderão vir a ser adultos obesos, com maior probabilidade de desenvolver todos os problemas que a obesidade acarreta.
Na data de 11 de outubro é celebrado o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade. E não tem como falar de combate a esse mal sem priorizar uma alimentação de qualidade e na quantidade certa para cada caso. Existem inúmeras recomendações sobre o que devemos ou não ingerir.
Algumas dessas informações chegam ao consumidor e dificultam a sua educação alimentar e autonomia no momento de definir o que pode ser incluído no dia a dia, principalmente para aqueles alimentos que proporcionam a sensação de bem-estar. Por isso, é importante procurar ajuda de um profissional capacitado e não adotar um regime alimentar por conta própria, principalmente as “dietas milagrosas”.
Estar bem com a comida e com o corpo não é tão difícil, a ponto de não conseguirmos mudar o rumo da nossa alimentação. Para isso, a chave é a reeducação alimentar, juntamente com equilíbrio e conscientização.
* A autora é nutricionista