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José Carlos Corrêa

O voto na Lava Jato

Resta ao eleitor fazer sua parte nas eleições. Seria uma enorme incoerência apoiar a Lava Jato e votar em alguém que seja réu em algum dos casos investigados

Publicado em 20 de Abril de 2018 às 16:01

Públicado em 

20 abr 2018 às 16:01
José Carlos Corrêa

Colunista

José Carlos Corrêa

O juiz federal Sérgio Moro participa de apresentação de um conjunto de medidas contra a impunidade e pela efetividade da Justiça, na sede Associação dos Juízes Federais do Brasil (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil
Oitenta e quatro por cento dos brasileiros, ou seja, oito em dez, querem que a Operação Lava Jato continue para punir os corruptos – sejam eles políticos ou não – que assaltam os cofres públicos. Esse é o resultado da pesquisa do Datafolha realizada entre os dias 11 e 13 e divulgada na última terça-feira, 17. A mesma pesquisa revela que, para os brasileiros, a corrupção é o principal problema do país. E que os condenados em segunda instância devem ser presos.
Resta, agora, aos eleitores brasileiros demonstrarem o seu repúdio à corrupção nas urnas de 7 de outubro. Convenhamos, seria uma enorme incoerência apoiar a Lava Jato e votar em alguém que seja réu em algum dos casos investigados. Como disse em Vitória o procurador Carlos Fernando da Silva Lima, no evento “Diálogos sobre integridade”, em fevereiro, todos os que atuam na Lava Jato estão “na linha de tiro, com a cabeça a prêmio” porque a reação dos investigados está cada vez mais forte.
Esta reação vem em forma de leis que restringem as apurações, tentativas de interferência nos rumos dos processos, recursos e mais recursos que tentam postergar as punições e até em manobras como a proibição de condução coercitiva e de prisão em segunda instância, além dos habeas corpus que são dados em decisões monocráticas até do Supremo.
Nas eleições de outubro, estará em jogo o futuro que queremos para o Brasil: se desejamos a perpetuação da corrupção sistêmica ou se queremos caminhar para a consolidação do estado de direito
Nas eleições de outubro, estará em jogo o futuro que queremos para o Brasil: se desejamos a perpetuação da corrupção sistêmica – “um pacto oligárquico de saque ao Estado brasileiro para campanhas e bolsos privados”, como definiu o ministro Luís Roberto Barroso – ou se queremos caminhar para a consolidação do estado de direito que reduza a impunidade e em que todos são iguais perante a lei.
Na última segunda-feira, 16, o juiz Sérgio Moro, ao participar de um painel sobre combate à corrupção no Brasil na Faculdade de Direito da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, citou uma frase do ex-presidente americano Theodore Roosevelt (1858-1919): “A exposição da corrupção pública é uma honra, não uma desgraça, para uma nação. A vergonha está na tolerância e não na correção dos erros”.
A Lava Jato – ao lado de outras operações deflagradas pela Polícia Federal e Ministério Público –, ao condenar um ex-presidente da República, ao denunciar por duas vezes um presidente no exercício do mandato, ao denunciar um outro ex-presidente, três ex-presidentes da Câmara dos Deputados e dois ex-chefes da Casa Civil da Presidência, ao tornar réus seis senadores e investigar outros 29 e, ainda, 137 deputados federais, está fazendo a sua parte.
Resta, ao eleitor brasileiro, fazer a sua parte nas eleições de outubro.
*O autor é jornalista
 

José Carlos Corrêa

E jornalista. Atualidades de economia e politica, bem como pautas comportamentais e sociais, ganham analises neste espaco.

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