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Opinião

O que há por trás da intervenção militar no Rio?

As pessoas não podem aceitar (ou acreditar) com passividade o que o teatro eleitoreiro vem tentando emplacar

Publicado em 20 de Fevereiro de 2018 às 21:38

Públicado em 

20 fev 2018 às 21:38

Colunista

Nos últimos dias, assistimos a decretação de intervenção militar no sistema de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, o que deixou muitas pessoas esperançosas pela chegada de dias melhores quanto ao controle da violência urbana e da criminalidade. Vã expectativa.
Afora a latente inconstitucionalidade incorporada no decreto de um governo despido de representatividade e que só age em nome do capital e sempre em prol do mercado, algumas questões relevantes se levantam para o debate.
Intervenções indiretas do Exército, não declaradas como a atual, já ocorrem naquele Estado desde o início dos anos 90, e um traço comum a todas elas são a concentração das tropas nas comunidades periféricas, além da repressão desmedida, típica de tropas que não possuem o menor preparo para lidar nem com aquilo para que foram originalmente criadas e, menos ainda, com situações de crises urbanas como essa.
Também não é novidade que o Rio de Janeiro enfrenta uma verdadeira síncope nos seus diversos órgãos de gestão (e por que não intervir em todos?), o que inclui aqueles destinados à segurança pública, provocada pelo aparelhamento político-partidário estatal em razão de sucessivos governos de inoperância, covardia com os mais pobres e seus servidores que amargam meses de atraso salarial, corrupção e verdadeiras orgias com o dinheiro público em benefício algumas pessoas.
A questão que fica é saber se de fato, como midiaticamente nos tentam convencer os governos estadual e federal (sobretudo este último), é o tráfico existente nas comunidades que seria o responsável por todas as mazelas cariocas. Afinal, como apregoam os “bolsonarianos” surgidos nos últimos tempos, se a violência militar é que resolve, por que os maiores índices de violência urbana ainda permanecem a níveis piores que os de guerras declaradas?
Por certo a presença forte do Estado somente enquanto órgão de repressão nas comunidades, e não como implementador de políticas sociais e de segurança pública sérias e perenes, possui um efeito reverso daquele que se deseja, promovendo uma sociedade de riscos incalculáveis, propiciando aos seus atores - governador, presidente, generais etc -, a autopromoção, o favorecimento e os votos.
As pessoas não podem aceitar (ou acreditar) com passividade aquilo que o teatro eleitoreiro já anunciado vem tentando emplacar. Afinal, como dito na letra do sambista carioca Arlindo Cruz: “nem sempre a maldade humana está em quem porta um fuzil (...) tem gente (e muita) de terno e gravata matando o Brasil”.

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