Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • "O Mecanismo" nas contas públicas
Eduardo Araujo

"O Mecanismo" nas contas públicas

Apesar de não se ter consenso do custo exato da corrupção no Brasil, estudo do MPF aponta R$ 200 bi por ano

Publicado em 11 de Abril de 2018 às 22:12

Públicado em 

11 abr 2018 às 22:12

Colunista

Selton Mello vive o delegado Marco Ruffo em "O Mecanismo" Crédito: Pedro Saad/Netflix
A série “O Mecanismo”, de José Padilha, aponta a corrupção brasileira como um câncer responsável pela origem dos principais problemas: falta de recursos para educação, sistema de saúde público falido e déficit público.
É claro que a corrupção deve ser combatida, mas é válido considerar outras questões de grande importância para se alcançar o equilíbrio fiscal.
Apesar de não se ter consenso do custo exato da corrupção no Brasil, um estudo elaborado pela Fiesp, em 2010, estima esse valor em R$ 41 bilhões. Já o Ministério Público Federal, por outro lado, aponta R$ 200 bilhões por ano.
A evidência de quatro anos de Lava Jato é que já se conseguiu recuperar R$ 12 bilhões em acordos de colaboração. Somando-se às ações judiciais em curso, estima-se que as restituições possam alcançar R$ 11 bilhões por cada ano de trabalho.
O rombo das contas públicas, por outro lado, atinge patamar maior. O governo federal tem fechado com resultado nominal negativo em média de R$ 484 bilhões por ano. Nota-se que as restituições da Lava Jato representam apenas 2,3% desse resultado negativo.
Aumentar a carga tributária e reduzir arbitrariamente a taxa de juros são medidas descartadas pela corrente de pensamento dominante, prevalecendo o entendimento de se reduzir despesas e aumentar a eficácia do gasto público.
Sob esse raciocínio, as lideranças políticas precisarão convencer os grupos de interesse da sociedade (servidores públicos, setor empresarial, entidades sindicais e outros) a abrir mão de vantagens e de privilégios para se buscar a sustentabilidade fiscal.
A pauta inclui, entre outros itens, a revisão de regras de Previdência, redução de despesas de pessoal, simplificação e redistribuição do ônus tributário, redução de incentivos fiscais e subsídios em políticas públicas de eficácia não comprovadas.
Um debate eleitoral transparente deve esclarecer a cota de sacrifício de cada integrante da sociedade que permita conciliar equilíbrio fiscal com o estado de bem-estar social.
*O autor é vice-presidente do Corecon-ES
 

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
O paradoxo da Noruega, país que ganha bilhões com aumento do petróleo mas o consome cada vez menos
Imagem de destaque
Salgados de boteco: 6 receitas simples para fazer em casa
Imagem de destaque
Irmão de suspeito de atirar em dono de bar em Vila Velha também é preso pelo crime

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados