Há pessoas obcecadas pelo que fazem. Em qualquer país decente do mundo mereceriam, como exemplo a ser seguido, uma estátua de corpo inteiro embaixo de uma frondosa árvore numa praça pública.
Há 40 anos o professor Antonio Oliveira Santos preside a Confederação Nacional do Comércio, depois de ter sido presidente da Fecomércio do Espírito Santo. Formado em Engenharia Mecânica, chegou a trabalhar nas oficinas de manutenção de aviões da Cruzeiro do Sul; substituiu seu pai, Armando Oliveira Santos, no comando das empresas da família e, numa disputa eleitoral sobre o comando da CNC, ganhou a presidência do catarinense Charles Edgard Moritz, passando, posteriormente, em todos os mandatos como candidato único.
Antonio Oliveira Santos ainda tem fôlego e prestígio para continuar por mais tempo à frente da CNC, mas prefere encerrar sua jornada sem maiores delongas à frente do Sistema Sindical do Comércio Brasileiro, ou seja, da mais importante estrutura sindical do Hemisfério Sul.
Antonio Oliveira Santos é a figura da iniciativa privada mais importante no incentivo à educação da juventude brasileira, através das instituições que preside
Professor de Engenharia Mecânica da Ufes, por onde se aposentou, Antonio Oliveira Santos é a figura da iniciativa privada mais importante no incentivo à educação da juventude brasileira, através das instituições que preside.
As redes de educação fundamental do Sesc e as escolas de Formação Profissionalizante do Senac se constituem nos maiores empreendimentos mantidos e administrados pela iniciativa privada no mundo. Não existe meios para se avaliar a importância de sistemas educacionais como os do Sesc e do Senac, todas instituições mantidas pelos empresários.
Como símbolo de sua administração à frente do Sistema Sindical do Comércio, Antonio Oliveira Santos criou no Rio de Janeiro uma escola de tempo integral que recebe alunos de todo o Brasil, que são selecionados anualmente em todos os Estados.
Meio introspectivo, sem gostar muito de aparecer, totalmente avesso ao exibicionismo, por ser exatamente um homem raro no seu meio, ganhou o respeito nacional.
Para o seu lugar vai o amazonense José Roberto Tadros, com a difícil incumbência de dar prosseguimento a um dos trabalhos mais edificantes que se tem notícia nos campos da Educação.
*O autor é jornalista