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Evandro Milet

O futuro vai mudar a forma como você dirige

Com as mudanças, haverá menos carros nas ruas, menor poluição, menor necessidade de vagas de estacionamento e vagas de garagem nos prédios

Publicado em 18 de Maio de 2018 às 12:13

Públicado em 

18 mai 2018 às 12:13
Evandro Milet

Colunista

Evandro Milet

Carro autônomo: motorista do futuro Crédito: Shutterstock/Divulgação
Até 2025, podemos ter 10% de carros sem motorista, 15% de carros elétricos, 20% dos carros totalmente conectados pela internet das coisas e acontecerão mais corridas/trajetos por aplicativos do que em carros particulares. Essas são previsões feitas para os EUA, mas as tendências são mundiais e acontecerão aqui em seguida, com crescimento exponencial.
No Brasil, imposto de importação de carros elétricos está zerado e o IPI vai baixar de 25% para 7%. Os impactos se farão sentir em muitos setores. Carros elétricos não precisam de postos de gasolina, podem ser carregados como os celulares, nas garagens e estacionamentos. Os prédios deverão prever tomadas nas vagas. Carros com motores à combustão têm por volta de 2.500 peças, enquanto com motores elétricos usam apenas 250, tornando a manutenção mais fácil e completamente diferente, sem caixa de câmbio, óleo ou radiador.
Os carros virão conectados de fábrica e o big data gerado será de propriedade do fabricante, que poderá monitorar o seu funcionamento, comunicando necessidade de manutenção para o proprietário
Como ficam as oficinas? Serão também impactadas pelo crescimento dos carros autônomos. Sem motorista, eles são mais seguros, sofrem menos acidentes e não usarão peças como retrovisores e volantes. No futuro, nos questionaremos como permitíamos que humanos dirigissem automóveis.
Os carros virão conectados de fábrica e o big data gerado será de propriedade do fabricante, que poderá monitorar o seu funcionamento, comunicando necessidade de manutenção para o proprietário. Repassará esses dados para oficinas independentes? Automóveis são 40% software hoje, autônomos mais ainda, o que tem levado as grandes empresas desse setor a se interessar pela produção de veículos. As oficinas terão que entender de software e eletrônica digital.
E o mercado de seguros? Menos acidentes, menos mortos e feridos e menos seguros, naturalmente. Com sensores, o mercado pode oferecer seguros individualizados, com preço variando conforme a segurança com que o motorista dirige ou cobrindo o veículo apenas quando ele estiver em movimento, com preço menor para quem roda pouco.
Muitas famílias com dois carros estão vendendo um para rodar com veículos de aplicativos tipo Uber. Essa parece ser a tendência da garotada, mudando a tradição do brasileiro de gostar de automóvel. Pensando bem, um automóvel passa 95% do tempo parado, deprecia rápido, exige seguro, está sujeito a acidentes e roubos e precisa de estacionamentos inconvenientes. Vale a pena?
Com essa mudança, haverá menos carros nas ruas, menor poluição, menor necessidade de vagas de estacionamento e vagas de garagem nos prédios. Poderá haver mais ciclovias, calçadas e transporte público (elétrico ou autônomo). O mundo talvez não seja tão ruim no futuro.
*O autor é consultor, membro do Conselho de Administração do Ibef/ES
 

Evandro Milet

É consultor e palestrante em Inovação e Estratégia. Neste espaço, novidades e reflexões sobre mercado de trabalho e tecnologia têm sempre destaque.

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