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Corrupção

O custo do dinheiro

A desconsideração do dinheiro pelos nossos governantes é um crime de lesa a pátria. O Congresso custa R$ 28 milhões por dia, diz a ONG Contas Abertas

Publicado em 08 de Janeiro de 2018 às 16:17

Públicado em 

08 jan 2018 às 16:17

Colunista

Nós, brasileiros (a coisa é generalizada), não sabemos avaliar o custo ou a importância do dinheiro, principalmente nossos administradores públicos, que são totalmente analfabetos com relação a custos operacionais, orçamento, planejamento e capacidade de endividamento. A nação brasileira, Estado e municípios estão irremediavelmente falidos. Gastam mais do que arrecadam e possuem o dobro do funcionalismo público que necessitam.
Estabeleceram no país um negócio maluco, inconsequente, da estabilidade do servidor público. Além de estável, os privilégios são insuportáveis, atrasam o desenvolvimento econômico da nação que precisa cobrar as maiores taxas de juros do mundo, além de um negócio indecente chamado de correção monetária.
Um aposentado do INSS custa 1/3 do servidor federal. Não tem país no mundo com distorção semelhante. Esse processo de empregar continuadamente, sem um mínimo de necessidade, empobrece a nação.
A desconsideração do dinheiro pelos nossos governantes é um crime de lesa a pátria. O Congresso custa R$ 28 milhões por dia, diz estudo realizado pela Organização Não Governamental (ONG) Contas Abertas, que apontou que o Congresso brasileiro se firma como um dos mais caros do mundo. Multiplicado por 365 dias do ano, a quantia ultrapassa a casa dos R$ 10 bilhões.
Segundo o secretário–geral de Contas Abertas, Gil Castello Branco, os números representam “um Congresso perdulário, sem muita preocupação com os gastos”. Todo mundo no Brasil quer ser funcionário público, ter segurança no emprego.
Não sei avaliar, com sinceridade, os caminhos que levarão a nação com esse processo vergonhoso descoberto pela Lava Jato. Trata-se da maior imoralidade no campo da corrupção que poderia acontecer com uma nação decente.
Um dia, o país irá tomar conhecimento de que as delações premiadas dos dirigentes da JBS foram desavergonhadamente encomendadas, uma verdadeira briga de quadrilha, do PT contra o PMDB, onde quem se saiu bem, até agora, com uma montanha de dinheiro, foram os cínicos dirigentes da JBS. É o pouco caso que se faz com o dinheiro no Brasil.

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