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Alvaro Abreu

O circo do prende e solta de Lula

Foi coisa de poucas pessoas, das muitas que fazem da política instrumento de ações espúrias, incluindo fazer dos tribunais de justiça palco de enredos vergonhosos

Publicado em 12 de Julho de 2018 às 17:22

Públicado em 

12 jul 2018 às 17:22
Alvaro Abreu

Colunista

Alvaro Abreu

Lula preso ou solto? Crédito: Amarildo
Gosto de ficar imaginando os acontecimentos que antecederam fatos emblemáticos, como o suposto grito de independência ou morte, dado do alto de um cavalo branco. Pois foi o que andei fazendo para tentar entender os meandros do episódio que surpreendeu o Brasil em pleno domingo. Pelo que vi na imprensa, foi coisa de umas poucas pessoas, das muitas que fazem da política instrumento para ações espúrias, incluindo a de transformar tribunais de justiça em palco para encenar enredos vergonhosos. Dito isso, vamos às suposições.
Dito e feito. Domingo, lá estavam os três em Curitiba, monitorando os acontecimentos. Passada a euforia com o primeiro ato, o preso, homem tarimbado e sagaz, se declarou descrente da possibilidade de ser solto com tamanha facilidade
Deputado Espertão telefona pro deputado Parceiro e diz: “Tá na hora de soltar o cara. Vai ter que ser neste fim de semana, quando o nosso desembargador estará de plantão no tribunal. Ele só precisa que a gente entre com aquele habeas corpus que já está pronto. Ele disse que resolve a parada com uma só canetada, como estão fazendo os nossos ministros lá no Supremo. A hora é essa, companheiro. Por sorte, o pessoal está chateado com a desclassificação, doido pra encontrar motivo pra comemorar. Precisamos do homem solto, na campanha”. “Beleza, então vamos chamar o deputado Tonessa pra acompanhar os fatos ao lado do chefe e entrar na foto quando ele estiver saindo do prédio da Federal”, responde o deputado Parceiro.
Dito e feito. Domingo, lá estavam os três em Curitiba, monitorando os acontecimentos. Passada a euforia com o primeiro ato, o preso, homem tarimbado e sagaz, se declarou descrente da possibilidade de ser solto com tamanha facilidade. Afinal, seu fiel advogado e um outro, caríssimo, daqueles que resolvem tudo diretamente com os togados de Brasília, não tinham conseguido tirá-lo daquele lugar. Depois de ouvir tudo em silêncio respeitoso, o deputado Espertão, agora com ares de malandro federal, sentenciou: “Deixa com a gente, presidente. Pode ir preparando as declarações e os discursos. Vai ser vapt-vupt.”
Como a tramoia magistral gorou por inconsistência jurídica, é fácil supor que o tal magistrado, que deu sucessivas canetadas durante o plantão, vai ficar se explicando pelo resto da vida.
*O autor é engenheiro de produção, cronista e colhereiro
 

Alvaro Abreu

É engenheiro de produção, cronista e colhereiro. Neste espaço, sempre às sextas-feiras, crônicas sobre a cidade e a vida em família têm destaque, assim como um olhar sobre os acontecimentos do país

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