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José Carlos Corrêa

Não podemos renegar o sucesso do Escola Viva

Interromper a trajetória desse programa estadual seria, no mínimo, desrespeito ao povo do Espírito Santo

Publicado em 06 de Setembro de 2018 às 14:16

Públicado em 

06 set 2018 às 14:16
José Carlos Corrêa

Colunista

José Carlos Corrêa

Escola Viva de São Pedro, a primeira deste modelo inaugurada no Estado Crédito: Divulgação
Se alguém, de boa-fé, ainda tinha alguma dúvida sobre o êxito do programa Escola Viva implementado pelo governo estadual, os resultados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) divulgados pelo Ministério da Educação devem acabar com esta dúvida. Os dados colocaram o Estado do Espírito Santo em primeiro lugar no ensino médio do país na avaliação dos números de 2017. E, que ninguém duvide disso, boa parte desse resultado se deve às 32 Escolas Vivas criadas no atual governo.
Incluí, na primeira frase, a ressalva “de boa-fé” após “alguém” porque, nesses tempos de campanha eleitoral, sempre surgem candidatos que, por motivos unicamente políticos, buscam desmerecer os avanços realizados sejam eles quais forem. É a velha política de desqualificar tudo o que foi feito com o intuito de tentar convencer o eleitor de que só ele, o candidato, possui a fórmula mágica de fazer a coisa certa. Com isso, muitos bons programas são abandonados, o dinheiro público é desperdiçado, o esforço de abnegados profissionais é jogado fora, e tudo começa de novo do zero.
A Escola Viva é um modelo que inova na gestão e na pedagogia, trabalhando o potencial dos alunos que são estimulados a preparar o seu projeto de vida
É isto que se percebe quando surgem candidatos que consideram a Escola Viva “apenas uma jogada de marketing” e que ela iria contribuir para dividir a sociedade já que cria dois tipos de escolas, umas com muito e a maioria com nada. Trata-se de uma visão equivocada, para não dizer míope, de quem finge desconhecer que a implantação de escolas de tempo integral é uma exigência do Plano Nacional de Educação e que o programa Escola Viva foi concebido como um processo de expansão continuada, tanto que já atende a 20 mil alunos em todo o Estado.
A Escola Viva é um modelo que inova na gestão e na pedagogia, trabalhando o potencial dos alunos que são estimulados a preparar o seu projeto de vida. O período letivo tem duração diária de 9 horas e 30 minutos, e, além das disciplinas obrigatórias, os alunos podem cursar música, teatro, cinema, empreendedorismo e fotografia. O programa foi inspirado em experiências de sucesso desenvolvidas pelo ICE, uma ONG dedicada à melhoria da educação no Brasil.
Todos os candidatos dizem que a educação, se forem eleitos, será uma das prioridades do seu mandato. Se isto é real, deveriam saber que o principal gargalo do sistema educacional brasileiro está no ensino médio, onde a evasão é de 50%. A Escola Viva atua exatamente neste gargalo, com evasão próxima de zero, contribuindo para que a taxa de abandono da rede estadual despencasse de 8,17% em 2014 para 3,4% em 2017.
Interromper a trajetória do programa Escola Viva seria, no mínimo, um desrespeito ao povo do Espírito Santo.
 

José Carlos Corrêa

E jornalista. Atualidades de economia e politica, bem como pautas comportamentais e sociais, ganham analises neste espaco.

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