Twitter suspende perfis falsos que se passavam por apoiadores negros de Trump

Uma reportagem do Washington Post afirma que um dos perfis suspensos mostrava a imagem de um policial negro junto com o presidente e as palavras "vote em republicanos"

Publicado em 14/10/2020 às 15h26
Presidente dos EUA Donald Trump
Presidente dos EUA Donald Trump. Crédito: Official White House Photo by Tia Dufour

Twitter suspendeu uma série de contas falsas que se passavam por apoiadores negros do presidente dos EUA, Donald Trump. De acordo com a empresa, os perfis infringiam as regras de spam e de manipulação da plataforma.

"Nossas equipes estão trabalhando diligentemente para investigar essa atividade e tomarão medidas de acordo com as regras do Twitter se as publicações forem consideradas violações", disse uma porta-voz da rede social.

Uma reportagem do Washington Post afirma que um dos perfis suspensos mostrava a imagem de um policial negro junto com o presidente e as palavras "vote em republicanos". O perfil reunia 24 mil seguidores apenas seis dias depois de criado e tinha apenas oito publicações, uma das quais com mais de 75 mil curtidas.

O perfil dizia que o homem na foto era um policial da Filadélfia, no estado da Pensilvânia. A imagem utilizada, entretanto, era de Jakhary Jackson, um policial de Portland, no Oregon, que disse ao Washington Post não usar redes sociais.

O Twitter não revelou quantos perfis foram suspensos e não forneceu mais detalhes sobre o caso. Segundo o pesquisador de mídias sociais Darren Linvill, da Universidade Clemson, que vinha acompanhando a atividade dos perfis, a maior parte das contas foi criada em 2017, mas tornou-se mais ativa nos últimos dois meses -período que coincide com a reta final das eleições nos EUA.

Algumas das fotos de homens negros utilizadas pelos perfis falsos eram retiradas de bancos de imagem e portais de notícias. Em um dos casos, no lugar da foto de perfil, havia a frase "foto de homem negro", o que indica um descuido dos criadores das contas falsas.

As publicações das contas falsas usavam linguagem parecida e, em alguns casos, idêntica. A frase "Sim, eu sou negro e voto em Trump" aparecia em dezenas de contas, de acordo com o pesquisador.

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