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Suspeitos de suposto ataque a Maduro são presos na Venezuela

Segundo Reverol, os seis são suspeitos de ter armado dois drones com explosivos para atacar o presidente, quando ele assistia, em um palanque, ao desfile comemorativo do aniversário da Guarda Nacional

Publicado em 06 de Agosto de 2018 às 17:46

Redação de A Gazeta

Publicado em 

06 ago 2018 às 17:46
Nicolás Maduro Crédito: Miraflores | Xinhua | AE
Milhares de venezuelanos devem sair às ruas nesta segunda-feira (6) em apoio ao presidente Nicolás Maduro, que teria sido vítima de uma tentativa de assassinato no sábado (4), em Caracas. Seis pessoas foram presas na Venezuela, acusadas de envolvimento no suposto ataque, informou o ministro do Interior, Nestor Reverol.
Segundo Reverol, os seis são suspeitos de ter armado dois drones com explosivos para atacar o presidente, quando ele assistia, em um palanque, ao desfile comemorativo do aniversário da Guarda Nacional.
Uma explosão interrompeu o discurso de Maduro, que estava no palanque com a mulher, Cilia Flores, e membros do Alto Comando das Forças Armadas. Imagens gravadas mostram o presidente e o grupo olhando para o céu e, em seguida, uma debandada dos participantes. De acordo com as autoridades, sete soldados ficaram feridos.
“Foi um atentado para me matar. Tudo aponta para a ultradireita venezuelana, aliada da ultradireita colombiana”, disse Maduro. Ele acusou o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, que nesta terça-feira (7) entrega o cargo a seu sucessor, Iván Duque, de estar “por trás” do ataque.
Um grupo pouco conhecido, “Soldados de Flanela”, integrado por ex-militares, postou mensagem no Twitter dizendo que a operação consistia em sobrevoar o palco presidencial com “dois drones carregados com [explosivos] C4”.
Segundo o texto, “franco-atiradores derrubaram os drones antes que chegassem ao objetivo”. De acordo com a mensagem, ficou demonstrada a vulnerabilidade das autoridades venezuelanas: “Não conseguimos hoje, mas é questão de tempo”.
O governo venezuelano vinculou os “Soldados de Flanela” a outro grupo, liderado por Óscar Pérez, um ex-piloto e ex-policial que, em junho do ano passado, roubou um helicóptero e disparou contra os prédios do Ministério do Interior e do Superior Tribunal. Pérez disse que apoiava a causa dos milhares de venezuelanos que, naquele ano, saíam as ruas em protesto contra o crescente autoritarismo do governo Maduro.
Em janeiro deste ano, Pérez filmou seu grupo em um esconderijo, cercado pelas forças de segurança venezuelanas, que atiravam contra o prédio. Ele morreu no enfrentamento.
Ao comentar o episódio de sábado, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, disse que a entidade sempre condenou o uso da violência para fins políticos, mas deu a entender que não confia na versão de que Maduro tenha sido vítima de um atentado. “A nula credibilidade do regime de Maduro impede saber a verdade do que aconteceu”, escreveu Almagro, em sua conta no Twitter.
A Frente Ampla, que reúne partidos da oposição, emitiu comunicado alertando que o governo tentaria tirar vantagem do incidente “para criminalizar aqueles que se opõem [ao regime] de forma legitima e democrática“.
Na Venezuela, circularam também versões de que o ruído que assustou Maduro foi produto de uma explosão de um botijão de gás em um prédio, o que levou a segurança do presidente a disparar contra os drones.
Tanto o governo da Colômbia quanto o dos Estados Unidos negaram qualquer participação no suposto ataque.

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