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PT vai usar inserção na TV para atacar Flávio Bolsonaro em estreia de nova estratégia de Lula

Propaganda partidária da sigla terá início no próximo dia 23 e será realizada ao longo dos meses de maio e junho na TV e no rádio.
BBC News Brasil

Publicado em 

02 abr 2026 às 16:33

Publicado em 02 de Abril de 2026 às 16:33

Imagem BBC Brasil
As ofensivas fazem parte de uma estratégia que engloba redes sociais e trabalho de base em algumas cidades Crédito: Isaac Fontana/ EPA/Shutterstock
O PT usará, nas próximas semanas, seu tempo de inserção de propaganda partidária no rádio e na TV para atacar seu principal rival até o momento, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A expectativa da base é que a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva comece a apresentar resposta aos ataques que vem recebendo de Flávio Bolsonaro a deste mês de abril.
A estratégia do partido deu uma guinada depois que as pesquisas apontaram Lula estacionado e Flávio Bolsonaro crescendo. O último levantamento Genial Quaest, divulgado em 11 de março, mostrou ambos empatados em um eventual segundo turno, com 41% dos votos.
Antes, no levantamento realizado em fevereiro, Lula aparecia com 43% e Flávio Bolsonaro com 38% dos votos em um eventual segundo turno.
As ofensivas contra Flávio Bolsonaro fazem parte de uma estratégia que engloba redes sociais e trabalho de base em algumas cidades com eleitorado estratégico para o partido, segundo informou uma fonte sob condição de anonimato.
No último dia 17, a cúpula do PT lançou uma resolução formalizando sua mudança estratégica para as eleições e associando o filho do ex-presidente a ameaça de continuidade de um "projeto político baseado no ataque à democracia".
O documento, aprovado pela Executiva Nacional, dá algumas pistas sobre os alvos dos ataques contra Flávio Bolsonaro. Menciona, por exemplo, o esquema das "rachadinhas", quando parlamentares se apropriam de dinheiro destinado a pagar salários de assessores. O caso foi anulado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2021.
O PT também menciona a atuação de Flávio Bolsonaro como senador.
A resolução, que reafirma a polarização, colocando a disputa entre "dois projetos profundamente distintos de nação", formaliza o discurso que Lula fez no aniversário da sigla, no início de fevereiro. Na ocasião, o presidente declarou o fim do "Lulinha Paz e Amor".
"Nós temos que escrachar cada mentira que eles contarem. Temos que desmontar, e temos que provar e temos que ter coragem de debater", afirmou Lula. "Tem que ser desaforado porque eles são. Eles são desaforados. E nós não podemos ficar quietinhos. Não mais essa de Lulinha paz e amor."
O PT, assim como o PL de Bolsonaro, tem 20 minutos totais a serem distribuídos em 40 inserções na TV e no rádio ao longo do primeiro semestre deste ano. Esses números são calculados de acordo com uma série de critérios, como número de votos na última eleição, número de eleitos e de Estados com candidatos eleitos, dentre outros.
Assim, o calendário de inserções é distribuído entre os partidos que atingiram esses critérios. São veiculados programas sempre às terças, quintas e sábados.
O PT terá início às suas propagandas partidárias de 2026 — que são diferentes das propagandas eleitorais gratuitas — a partir do próximo dia 23, uma quinta-feira. E serão realizadas ao longo dos meses de maio e junho.

Candidaturas confirmadas

Flávio Bolsonaro se lançou pré-candidato após receber a bênção do pai, em dezembro. Por meio de uma carta, o ex-presidente, que havia deixado a prisão para realizar uma cirurgia, anunciou sua decisão.
Desde então, focou sua agenda em viagens internacionais: foi a Israel, França e esteve nos Estados Unidos por duas vezes. Na última, no fim de semana passado, participou da conferência conservadora CPAC (Conservative Political Action Conference), onde afirmou, em discurso, que o Brasil é "a solução para os Estados Unidos terem minerais de terras raras".
Nas redes sociais, Flávio Bolsonaro intensificou seus ataques ao Lula, associando o presidente à corrupção e mentiras. Nas publicações, o filho de Jair Bolsonaro (PL) tem tentado também acenar ao eleitorado mais ao centro, falando sobre pautas como feminicídio.
Nesta semana, as peças dessa eleição começaram a se mover com mais agilidade. Na segunda-feira (30/3), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciou, pela segunda vez, sua pré-candidatura à presidência, desta vez pelo PSD.
No anúncio, Caiado fez críticas ao PT, disse que seu objetivo é pacificar o Brasil e defendeu anistia "ampla, geral e irrestrita".
Ao mesmo tempo, alfinetou Flávio Bolsonaro, sem mencioná-lo, dizendo que ganhar do PT é fácil, difícil "é governar para que o PT não seja mais opção no país", exaltando sua experiência de décadas na política.
Já na terça-feira (1/4), Lula confirmou o nome de Geraldo Alckmin (PSB) como vice. Assim, Alckmin se afastrará da chefia do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio até o próximo sábado.
Fernando Haddad (PT), que já deixou o Ministério da Fazenda para concorrer ao governo de São Paulo, tem se dedicado, por enquanto, às costuras da sua chapa. O martelo ainda não foi batido sobre quem será seu vice.
Estão sobre a mesa os seguintes nomes: Teresa Vendramini, conhecida como Teca Vendramini, ela é ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira; Simone Tebet, ex-ministra do Planejamento e Orçamento, recém-filiada ao PSB; Marina Silva (Rede), que deixou o Ministério do Meio Ambiente nesta quarta, dizendo ter recebido convite de vários partidos para concorrer; e Márcio França (PSB), que ainda não deixou o Ministério do Empreendedorismo.

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