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Plano de Trump para Gaza é aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU

O plano inclui a criação de uma Força Internacional de Estabilização, que trabalharia para desmilitarizar o território palestino. A resolução não teve voto contrário no conselho, mas Rússia e a China se abstiveram.
BBC News Brasil

Publicado em 

17 nov 2025 às 22:43

Publicado em 17 de Novembro de 2025 às 22:43

Imagem BBC Brasil
No Conselho de Segurança, não houve votos contrários ao plano de Trump para Gaza, mas China e Rússia se abstiveram Crédito: Reuters
O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) votou nesta segunda-feira (17/11) a favor de uma resolução elaborada pelos Estados Unidos que endossa o plano de 20 pontos de Donald Trump para Gaza.
O plano inclui a criação de uma Força Internacional de Estabilização (ISF, na sigla em inglês) para o território palestino. Segundo os EUA, muitos países não identificados se ofereceram para contribuir com esta nova entidade.
A resolução foi apoiada por 13 países no Conselho de Segurança, sem nenhum voto contrário à proposta. Rússia e a China se abstiveram.
O Hamas rejeitou a resolução, alegando que ela não atende aos direitos e demandas dos palestinos.
O plano "impõe um mecanismo de tutela internacional à Faixa de Gaza, o que nosso povo e seus movimentos rejeitam", disse o grupo no Telegram.
"Atribuir à força internacional tarefas e funções dentro da Faixa de Gaza, incluindo o desarmamento da resistência, retira sua neutralidade e a transforma em parte do conflito a favor da ocupação", acrescentou.
De acordo com relatos sobre a versão mais recente do projeto de Trump, parte da função da ISF envolveria trabalhar no "desarmamento permanente de grupos armados não estatais" — incluindo o Hamas — bem como proteger civis e rotas de ajuda humanitária.
Isso exigiria que o Hamas, considerado uma organização terrorista pelo Reino Unido, entregasse suas armas — algo que deve fazer de acordo com o plano de paz de Trump.
Ainda segundo o plano, a ISF trabalharia em conjunto com Israel e Egito.
O documento também prevê a criação de uma nova polícia palestina em Gaza.
Até o momento, a polícia local opera sob a autoridade do Hamas.
Mike Waltz, embaixador dos EUA na ONU, disse ao Conselho de Segurança que a ISF teria a "tarefa de garantir a segurança da área, apoiar a desmilitarização de Gaza, desmantelar a infraestrutura terrorista, remover armas e garantir a segurança dos civis palestinos".
Waltz descreveu-a como um "primeiro passo frágil, muito frágil".
A ISF é um pilar central do plano de Trump, que também inclui a criação de um chamado Conselho de Paz, que o próprio presidente dos EUA comandaria.
O financiamento para a reconstrução de Gaza após dois anos de guerra viria de um fundo apoiado pelo Banco Mundial, de acordo com a resolução.
Após pressão de importantes Estados árabes, o projeto de Trump passou a prever a possibilidade de um Estado palestino, algo a que Israel se opõe veementemente.
O plano de paz de Trump, na prática, suspendeu os combates entre Israel e o Hamas, iniciados desde que homens armados liderados pelo Hamas atacaram Israel em 7 de outubro de 2023.
Cerca de 1.200 pessoas foram mortas e 251 feitas reféns nesse ataque.
Desde então, com a reação israelense em Gaza, mais de 69.483 palestinos foram mortos, segundo o Ministério da Saúde local, administrado pelo Hamas.

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