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Precede santificação

Papa Francisco beatifica padre assassinado no Brasil

Lanciotti começou sua trajetória missionária no Brasil no começo dos anos 1970 e passou décadas em Jauru, no Mato Grosso, onde hoje é nome de avenida.

Publicado em 17 de Abril de 2025 às 18:49

Agência FolhaPress

Publicado em 

17 abr 2025 às 18:49
Padre italiano Nazareno Lanciotti, que foi assassinado no Brasil
Padre italiano Nazareno Lanciotti, que foi assassinado no Brasil Crédito: Arquidiocese no Instagram
O padre Nazareno Lanciotti, que virou mártir no Brasil segundo os preceitos da Igreja Católica, foi proclamado beato pelo papa Francisco. É o passo que precede a santificação de alguém. 
Lanciotti foi assassinado em 2001, quando era sacerdote no Mato Grosso. Dois homens encapuzados lideraram a ação, segundo a polícia.
Ele chegou a ser transferido para São Paulo, onde ficou hospitalizado por mais de uma semana, mas acabou morrendo. Lanciotti começou sua trajetória missionária no Brasil no começo dos anos 1970. Passou décadas em Jauru (MT), onde hoje é nome de avenida.
Tornou-se localmente conhecido por fazer denúncias contra tráfico de drogas, exploração de menores e esquemas de prostituição. Ao confrontar "interesses escusos", segundo a Arquidiocese de Cuiabá (MT), tornou-se "alvo de perseguições e intimidações".
 Lanciotti fundou na região a Paróquia Nossa Senhora do Pilar e criou 57 comunidades eclesiais, além de escolas e centros comunitários de saúde.
"Ele é um padre bastante conhecido no campo da Igreja católica, fez várias atividades no Mato Grosso", diz o antropólogo Rodrigo Toniol, da UFRJ.
A investigação sobre seu assassinato nunca foi conclusiva, acrescenta o docente. Viu-se nos anos 2000 "um paralelo com o que aconteceu com a irmã Dorothy, que fazia denúncias sobre crimes no Brasil rural e virou vítima dos grileiros". Ela morreu em 2005.
Para Toniol, a beatificação de Lanciotti mostra como "a capilaridade da Igreja Católica faz com que ela ainda esteja bastante presente em várias dessas regiões, numa tentativa de ser guarda da comunidade".
O papa Francisco, com esse gesto anunciado na segunda (14), põe em evidência "uma pessoa que está olhando para o interior da América do Sul, e isso não deixa de ser um aceno à Igreja, à produção de santos e santas", afirma o antropólogo. "Esse reconhecimento é também um aceno político."
No mesmo dia, o pontífice reconheceu as "virtudes heroicas" do arquiteto modernista catalão Antoni Gaudí (1852-1926), responsável pela igreja Sagrada Família, em Barcelona. É a etapa inicial para tornar uma pessoa santa, anterior à beatificação.

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