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OMS espera mais informações sobre vacina da Pfizer antes de liberação

A diretora de vacinas da organização sinalizou que em 2021, qualquer vacina, incluindo a da Pfizer, terá fornecimento limitado, o que levará "a entrega a ser o maior desafio"

Publicado em 11/11/2020 às 14h58
Atualizado em 11/11/2020 às 14h58
Pfizer anunciou que a vacina experimental é mais de 90% eficaz na prevenção à Covid-19
Pfizer anunciou que a vacina experimental é mais de 90% eficaz na prevenção à Covid-19. Crédito: Reuters/Folhapress

A Organização Mundial da Saúde (OMS) espera mais informações sobre a vacina contra Covid-19 da Pfizer antes de que os pedidos de liberação às agências reguladoras sejam efetivados, afirmou nesta quarta-feira (11), Kate O'Brien, diretora de vacinas da organização. Em resposta a questionamentos sobre imunização, O'Brien sinalizou que em 2021, qualquer vacina, incluindo a da Pfizer em parceria com a BioNTech, terá fornecimento limitado, o que levará "a entrega a ser o maior desafio".

"Não se pode cortar tempo nas fases de processamento e segurança, mas é possível economizar em burocracia e logística", afirmou Soumya Swaminathan, cientista-chefe da OMS. A cientista incentivou a produção de mais imunizantes, indicando que não é "por conseguirmos uma vacina, que devemos parar", já que há a possibilidade de a eficácia não ser a mesma em todas as populações, como a exemplo de grávidas. As temperaturas de armazenamento das vacinas foram vistas como um desafio logístico, mas foi ressaltado que há tecnologias disponíveis, como o gelo seco.

Sem precisar uma porcentagem, a OMS considerou que a imunização entre 60 e 70% da população é necessária para impedir a propagação do vírus. "Não há evidência no momento de mutações atrapalhando a imunização, mas é algo a se observar", indicou Swaminathan, que fez referência ao influenza, que é constantemente estudado para verificar se alterações podem tirar a eficácia de imunizantes.

Outro fator que o tempo trará evidências necessárias para se conhecer melhor é a permanência da imunidade, não se descartando que possa durar apenas um ano, como aventado no caso da Pfizer. Sobre pausas nos testes, O'Brien indicou que "demonstram que há seriedade com a segurança, e que são um processo normal".

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