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O que se sabe sobre o 1º dia de negociações de paz entre Irã e EUA no Paquistão

Delegações de Irã e EUA se reuniram separadamente com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, antes do encontro presencial - considerado o de mais alto nível entre os dois países desde a Revolução Islâmica de 1979
BBC News Brasil

Publicado em 

11 abr 2026 às 22:33

Publicado em 11 de Abril de 2026 às 22:33

Imagem BBC Brasil
Vice-presidente dos EUA, J.D. Vance foi recebido pelo premiê do Paquistão, Shehbaz Sharif, antes de dar início às trativas com Irã Crédito: Jacquelyn Martin / POOL / AFP via Getty Images)
Durante este sábado (11/4) e a madrugada de domingo (12/4) no Paquistão, representantes de Estados Unidos e Irã se reúnem em Islamabad, capital do país, para negociar o fim da guerra iniciada no dia 28 de fevereiro, quando americanos e israelenses lançaram um ataque contra o território iraniano.
Por volta das 22h de sábado (horário de Brasília), as reuniões seguiam ocorrendo, 15 horas após se iniciarem, disse a Casa Branca.
Fontes paquistanesas e a Casa Branca confirmaram que estão ocorrendo conversas presenciais entre os EUA, o Irã e o Paquistão.
Isso ocorre depois que delegações se reuniram separadamente com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que disse esperar que ambos os lados "se engajem de maneira construtiva".
As conversas presenciais marcam um evento histórico, já que são as de mais alto nível entre os EUA e o Irã desde a Revolução Islâmica de 1979.
Apesar das mais de 15 horas seguidas desde a chegada das duas delagações, pouco se sabe sobre o que foi tratado até agora a portas fechadas no Serena Hotel, na capital paquistanesa.
O Irã chegou a Islamabad enfatizando sua profunda desconfiança em relação à diplomacia — suas discussões com os EUA no ano passado e neste ano foram ambas interrompidas pela guerra.
Por isso, insistiu que só trataria com uma autoridade americana mais graduada, em particular o vice-presidente J.D. Vance, visto como o mais forte opositor de engajamentos militares dispendiosos na equipe do presidente Donald Trump.
Nas redes sociais, o presidente Donald Trump disse durante o sábado que "recebeu muitos relatos" das conversas em Islamabad.
Depois, na Casa Branca, Trump disse a repórteres que, independentemente de um acordo ser ou não alcançado com o Irã, isso "não faz diferença para mim".
"Independentemente do que aconteça, nós vencemos", disse ele. "Derrotamos totalmente aquele país."
A missão de J.D. Vance tem sido a mais desafiadora de sua vice-presidência até agora — uma com retorno potencial limitado e muito a perder se as negociações fracassarem.
Para avançar rumo a um acordo permanente que ponha fim à guerra, o vice de Trump terá de atender a vários atores com interesses concorrentes, que desconfiam uns dos outros após uma campanha militar de seis semanas que envolveu o Oriente Médio e abalou a economia global.
Imagem BBC Brasil
Sharif também recebeu o líder do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, que lidera a delegação no Paquistão Crédito: Ministério das Relações Exteriores do Irã

Navios no Estreito de Ormuz

Em uma postagem no Truth Social, Trump também afirmou neste sábado que o Irã está "perdendo muito" no conflito e diz que os EUA estão "desobstruindo" o Estreito de Ormuz — uma rota marítima crucial que foi essencialmente fechada por Teerã.
Em seguida , o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) publicou uma mensagem no X dizendo que as forças dos EUA haviam começado a "criar as condições para a remoção de minas no Estreito de Ormuz" e que duas embarcações "transitaram pelo Estreito de Ormuz... como parte de uma missão mais ampla para garantir que o estreito esteja totalmente livre de minas marítimas
Após a publicação, o Irã negou que dois contratorpedeiros dos EUA tenham navegado por Ormuz.
"A alegação do comandante do Centcom sobre embarcações americanas se aproximando e entrando no Estreito de Ormuz é firmemente negada", informou a agência de notícias iraniana Fars, citando um porta-voz do quartel-general das forças armadas.
"A iniciativa para a passagem de qualquer embarcação cabe às forças armadas da República Islâmica do Irã."
Imagem BBC Brasil
Encontro ocorre no Serena Hotel, em Islamabad, sob forte esquema de segurança Crédito: REUTERS/Akhtar Soomro

Conversas entre Israel e Líbano

Enquanto as conversas no Paquistão aconteciam, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, divulgou uma declaração dizendo ter dado sua "aprovação" para negociações de paz com o Líbano.
Isso ocorre no momento em que os militares israelenses afirmam ter atingido mais de 200 alvos do Hezbollah, o grupo militante xiita e partido político libanês, nas últimas 24 horas.
Netanyahu afirmou que o Líbano entrou em contato várias vezes no último mês para iniciar conversas diretas.
"Eu dei minha aprovação, mas sob duas condições: queremos o desmantelamento das armas do Hezbollah e queremos um acordo de paz real que dure por gerações", disse Netanyahu, segundo a agência de notícias AFP.
Os embaixadores dos dois países nos EUA concordaram em se reunir em Washington na próxima semana, enquanto buscam anunciar um cessar-fogo, informou a presidência libanesa na sexta-feira.
O vice-primeiro-ministro do Líbano, Tarek Mitri, disse à BBC que, para que as conversas sejam "significativas", Israel deveria interromper seus ataques ao país.
Mitri disse ao programa Sunday with Laura Kuenssberg, da BBC: "Não estou usando a palavra condicional, mas acho que, para que essas reuniões sejam significativas, precisamos ver algum tipo de cessação das hostilidades, ainda que provisória".
"Como é possível se engajar em discussões significativas, preparando negociações de verdade para tratar de todas as questões, como fazer isso enquanto dezenas e centenas de pessoas estão sendo mortas ou feridas?
"É preciso pôr um fim a isso, colocar isso em suspenso, para poder ter uma conversa construtiva, mas iremos à reunião na terça-feira, que será realizada no Departamento de Estado", completou
O Ministério da Saúde do Líbano afirmou neste sábado que o número de mortos no país desde a última onda de ataque de Israel já ultrapassou 2 mil. Outras 6,4 mil ficaram feridas desde 2 de março.

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