Publicado em 31 de março de 2026 às 06:33
A cantora canadense Céline Dion anunciou, na segunda-feira (30/3), que voltará aos palcos, quatro anos após ser diagnosticada com uma condição incurável que afetou sua voz e sua capacidade de andar.>
A artista, conhecida por sucessos como My Heart Will Go On e Because You Loved Me, fará uma temporada de 10 shows na Paris La Défense Arena, na França, entre setembro e outubro, em um espaço com capacidade para 40 mil pessoas.>
O anúncio foi feito no dia de seu 58º aniversário. Em mensagem publicada em seu perfil no Instagram, Dion chamou o retorno de "o melhor presente da minha vida".>
"Estou muito pronta para isso", disse aos fãs. "Estou me sentindo bem, forte, animada e, claro, um pouco nervosa.">
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Ao comentar sua condição de saúde, Dion disse: "Estou muito bem, cuidando da minha saúde, me sentindo bem. Voltei a cantar, e estou até fazendo um pouco de dança".>
"Mas preciso dizer algo muito importante: ao longo desses últimos anos, senti, a cada dia, as orações e o apoio de vocês, sua gentileza e amor.">
Ela continuou: "Sou grata a todos vocês. Mal posso esperar para vê-los novamente.">
Uma das artistas mais vendidas de todos os tempos, Céline Dion não faz um show próprio desde 8 de março de 2020, quando se apresentou em Newark, Nova Jersey, nos Estados Unidos.>
Sua turnê Courage foi interrompida pela pandemia de Covid-19 e, depois, a cantora foi diagnosticada com a Síndrome da Pessoa Rígida (SPS, na sigla em inglês), o que a levou a cancelar todas as apresentações futuras.>
Para o seu retorno aos palcos, os shows foram distribuídos por vários dias, provavelmente para evitar sobrecarga física.>
Os ingressos começam a ser vendidos no dia 7 de abril. A demanda deve ser muito alta, mas os fãs já podem registrar o interesse no site oficial da cantora a partir de terça-feira (31/03).>
Os planos para o retorno foram inicialmente divulgados pelo jornal franco-canadense La Presse na semana passada.>
Logo depois, fãs começaram a notar cartazes com letras de músicas de Dion surgindo pela capital francesa.>
Na noite de segunda-feira (30/3), pouco depois das 20h (hora local), a Torre Eiffel se iluminou com a mensagem "Paris, je suis prête" ("Paris, estou pronta"). No local, os fãs puderam ouvir uma seleção de músicas, incluindo I'm Alive, Encore Un Soir e My Heart Will Go On.>
Dion também gravou uma versão em francês do vídeo de anúncio da turnê, que foi reproduzido nos alto-falantes enquanto a torre era iluminada por luzes roxas.>
Dion anunciou em dezembro de 2022 que havia sido diagnosticada com Síndrome da Pessoa Rígida.>
Em um vídeo emocionante publicado no Instagram, ela disse aos fãs que a condição afetou "todos os aspectos da minha vida diária".>
A doença, que afeta cerca de 8 mil pessoas no mundo, é um distúrbio neurológico causado por falhas na comunicação entre os nervos e os músculos. Provoca espasmos musculares e pode comprometer a mobilidade. Em alguns casos, pode ser debilitante. Não há cura conhecida.>
Em entrevista à BBC em 2024, a cantora disse que percebeu os primeiros sintomas quando a sua voz começou a falhar durante a turnê.>
"Era só uma sensação um pouco estranha, como um pequeno espasmo", afirmou.>
"Minha voz estava com dificuldade, e eu estava começando a forçar um pouco.">
Na época, ela sentia que não podia interromper a agenda e chegou a cantar em um tom mais baixo para reduzir o esforço nas cordas vocais.>
"Esses shows estavam esgotados há um ano e meio, viajando pelo mundo. E eu ia dizer às pessoas: 'Perdão pelo meu espasmo? Perdão pelo meu je ne sais quoi?'".>
No entanto, a condição piorou, "às vezes causando dificuldades para andar e não me permitindo usar as cordas vocais como estou acostumada", disse à emissora americana NBC News.>
"É como se alguém estivesse te estrangulando. É como se alguém estivesse pressionando a sua laringe [ou] faringe.">
A síndrome que aflige a cantora — e estatisticamente afeta uma pessoa em cada um milhão — é incurável e causa rigidez muscular no torso e nos membros, afetando sua mobilidade.>
Além disso, aumenta a sensibilidade a estímulos como ruídos, toques e angústia emocional, que podem causar espasmos musculares. No entanto, Dion estava determinada a não deixar que a síndrome definisse a sua vida.>
Em 2024, ela disse à revista Vogue que vinha fazendo um esforço intenso para enfrentar a doença.>
"Do jeito que vejo, tenho duas opções: ou treino como uma atleta e trabalho muito duro, ou paro e acabou", afirmou. "Escolhi trabalhar com todo o meu corpo e alma, da cabeça aos pés, com uma equipe médica.">
"Cinco dias por semana faço terapia física, esportiva e vocal. Trabalho os pés, os joelhos, as panturrilhas, os dedos, o canto, a voz.">
O esforço deu resultado. Dion fez um retorno emocionante nos Jogos Olímpicos de Paris em 2024, cantando o clássico Hymne à l'Amour, de Edith Piaf, na Torre Eiffel.>
Essa também foi a primeira música a ser tocada quando seus novos shows foram anunciados no local. A cantora canadense sempre teve uma ligação especial com a cidade.>
"Eu quero amar mais quando estou em Paris", disse à Vogue em 2024. "Isso me faz amar mais as coisas.">
Os shows dela acontecerão entre 12 de setembro e 14 de outubro. Serão dez apresentações na La Défense Arena, em Paris.>
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