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Naufrágio no Iêmen mata ao menos 76 migrantes e deixa desaparecidos

Segundo autoridades iemenitas, 32 pessoas foram resgatadas com vida do acidente no Golfo de Áden; 76 corpos foram recuperados

Publicado em 04 de Agosto de 2025 às 13:59

Agência FolhaPress

Publicado em 

04 ago 2025 às 13:59
Mais de 70 pessoas morreram, e dezenas estão desaparecidas, após uma embarcação que transportava migrantes, a maioria da Etiópia, naufragar na costa do Iêmen, informou nesta segunda-feira (4) a OIM (Organização Internacional para as Migrações). Segundo autoridades iemenitas, 32 pessoas foram resgatadas com vida do acidente no Golfo de Áden, e 76 corpos foram recuperados. O número de mortos, porém, deve aumentar, já que 157 pessoas estavam a bordo do barco, de acordo com a agência de migração da ONU.
O barco, que naufragou na costa de Abyan, transportava principalmente migrantes etíopes, segundo a Secretaria de Segurança local e um funcionário da OIM. Um membro da polícia do Iêmen afirmou à agência de notícias AFP que o barco seguida em direção à costa da província. "As forças de segurança fazem uma grande operação para recuperar os corpos de um grande número de migrantes de nacionalidade etíope que morreram afogados na costa da província de Abyan quando tentavam entrar ilegalmente no território iemenita", afirmou a Secretaria de Segurança do governo da província em um comunicado. "Muitos corpos foram encontrados espalhados pelas praias, o que sugere que várias vítimas estão desaparecidas."
Apesar do conflito que afeta o Iêmen desde 2014, a migração irregular para o país não cessou, principalmente de pessoas procedentes da Etiópia. Os migrantes normalmente atravessam o estreito de Bab al-Mandab, que separa o Djibuti do Iêmen --uma rota importante para o comércio internacional, mas também para a migração e o tráfico de seres humanos. Muitas dessas pessoas vão para as monarquias petrolíferas do Golfo, como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, onde a mão de obra estrangeira procedente do sul da Ásia e da África é significativa.
A OIM registrou pelo menos 558 mortes na rota do Mar Vermelho no ano passado, 462 delas em acidentes de barco. No mês passado, pelo menos oito pessoas morreram depois que os traficantes forçaram os migrantes a desembarcar de um barco no Mar Vermelho, segundo a agência de migração da ONU.
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