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Mortes por Covid-19 na Itália podem superar Reino Unido

O governo do país impôs restrições mais rígidas em 4 de dezembro, enquanto tenta conter o aumento de novos casos da doença durante as férias de Natal

Publicado em 12 de Dezembro de 2020 às 11:25

Redação de A Gazeta

Publicado em 

12 dez 2020 às 11:25
Coronavírus - Covid19
O país já registrou 63.387 mortes pela doença provocada pelo vírus Covid-19 Crédito: Frank Pfeiffer/Pixabay
A Itália está se aproximando do Reino Unido em casos de mortes por Covid-19 e pode, novamente, despontar como o país onde o coronavírus é mais mortal, segundo a Universidade Johns Hopkins. O país já registrou 63.387 mortes pela doença - perto do total de 63.506 no Reino Unido, que tem o maior número de mortes por coronavírus na Europa.
A Itália, que foi um dos países mais atingidos durante a primeira onda do vírus, tem a segunda população mais velha do mundo, com a média de idade dos que morreram em torno de 80 anos.
O governo do país impôs restrições mais rígidas em 4 de dezembro, enquanto tenta conter o aumento de novos casos da doença durante as férias de Natal.
Desde setembro, a Itália registrou mais de 28 mil mortes por Covid-19, incluindo 993 em um único dia, no início de dezembro.
Se a Itália ultrapassar o Reino Unido, ficará apenas abaixo do México, Índia e Estados Unidos em termos do número de cidadãos que morreram durante a pandemia, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.
Enquanto isso, a Coreia do Sul , um país que tem sido elogiado por conter amplamente seu surto , relatou um aumento recorde nas infecções diárias por Covid-19.
Foram registrados 950 casos de coronavírus neste sábado, elevando seu número total para 41.736.
Só nos últimos 15 dias, o país somou 8.900 mortes ao seu total, com a capital Seul sendo a mais atingida.
O país relaxou as restrições de distanciamento social ao seu nível mais baixo em outubro, apesar dos avisos de especialistas de que poderia haver um aumento nos casos devido ao clima mais frio.
O presidente Moon Jae-in se desculpou por não ser capaz de conter o surto, apesar da taxa de infecções comparativamente baixa na comparação com outros países, e pediu vigilância, dizendo que a Coreia do Sul estava passando por sua "última crise antes da chegada das vacinas e do tratamento".
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