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Mas veta diálogo

Líder opositor venezuelano não descarta anistia para Maduro

Juan Guaidó é reconhecido presidente encarregado da Venezuela por 17 países

Publicado em 25 de Janeiro de 2019 às 08:51

Publicado em 

25 jan 2019 às 08:51
Juan Guaidó Crédito: Reprodução/Instagram

O líder opositor Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino da Venezuela, não descarta uma eventual anistia ao presidente Nicolás Maduro, apesar de considerá-lo responsável pelas vítimas nos protestos.

— Em períodos de transição ocorreram coisas similares (...) e não podemos descartar qualquer elemento, mas será preciso ser muito firme com o futuro (...), especialmente para responder à emergência humanitária — ressaltou Guaidó, em entrevista à rede televisiva Univisión.

Na entrevista, realizada por Skype de um lugar não identificado de Caracas, Guaidó responsabilizou Maduro pelas mortes ocorridas esta semana durante os protestos contra o governo chavista. Segundo ONGs, a repressão aos protestos deixou 26 mortos, todos baleados.

— Isto teria que ser analisado (a anistia). Ele também é funcionário público, lamentavelmente é um ditador e o responsável pelas vítimas de ontem na Venezuela — declarou Guaidó.

O Parlamento, único poder controlado pela oposição na Venezuela, prometeu no dia 15 de janeiro passado uma "anistia" para os militares que rejeitarem o governo Maduro, declarado "usurpador" da presidência.

— Dado o momento, vamos analisar. Está na mesa essa anistia (a Maduro), essas garantias são para todos os que estejam dispostos a ficar do lado da Constituição e recuperar a ordem constitucional — acrescentou Guaidó.

Onze dos 14 países do Grupo Lima, incluindo o Brasil, assim como os Estados Unidos e o Canadá, reconhecem Guaidó como o presidente encarregado da Venezuela. Ao todo, 17 países acolheram a autoproclamação do líder opositor, que descartou qualquer diálogo entre a oposição e o governo de Maduro.

— O diálogo não faz parte do cenário. O que está em discussão são os mecanismos necessários para conseguir o fim da usurpação, um governo de transição e eleições livres.

Segundo Guaidó, Maduro "sempre utiliza o diálogo para enganar o povo e ganhar tempo".

Mais cedo, o vice-presidente brasileiro, Hamilton Mourão, defendeu em entrevista à GloboNews a criação de um "corredor de escape" para que Maduro abandone a Venezuela.

— Temos que deixar um lugar para o Maduro e a sua turma escapar, deixar ele ir embora e o país se reconstruir a partir daí.

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