Publicado em 29 de setembro de 2024 às 14:03
Israel afirmou ter matado outras 20 figuras da liderança do Hezbollah além de Hassan Nasrallah durante os ataques à sede do grupo em Beirute que na sexta-feira (27).>
Ao mesmo tempo, as Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram ter conduzido "uma operação aérea de grande escala" neste domingo (29/9) no Iêmen. Segundo os militares, o foco dos ataques foram "alvos militares" houthi. >
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Os bombardeios no Líbano também continuam neste domingo. Segundo a imprensa local, mais de 30 pessoas teriam sido mortas hoje, incluindo 17 membros de uma mesma família em Zboud, no nordeste do país. >
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Já o ministério da Saúde do Líbano disse que 24 pessoas morreram – e 29 ficaram feridas – em um ataque em Ain al-Delb, perto da cidade de Sidon.>
Segundo a NNA, agência de notícias estatal do Líbano, mais de 36.000 sírios e 41.300 libaneses cruzaram a fronteira para o território sírio entre 23 de setembro e hoje diante da violência. >
O número de deslocados que se registraram em abrigos no Líbano é de mais de 116 mil.>
No Vale do Bekaa, a leste de Beirute, a correspondente da BBC Orla Guerin acompanha os atendimentos em um hospital que tem recebido muitas das vítimas dos ataques. >
Um dos médicos do centro médico, Bassel Abdallah, afirma que recebeu cerca de 400 vítimas ou mais de ataques israelenses na semana passada — todos civis. Cerca de 100 deles morreram.>
Noor, de 6 anos, é uma das vítimas que segue internada no hospital. Abdallah afirma que a condição de Noor é crítica. Seu crânio está fraturado e ela teve uma hemorragia cerebral.>
O pai de Noor, Abdallah Al Moussawi, contou à correspondente da BBC que sua filha e seu irmão gêmeo nasceram após 10 anos de tratamento de fertilização in vitro. >
Ao lado do leito da filha, ele protestou contra a comunidade internacional e contra Israel. “Eu não sou o Hezbollah”, disse. “E minha filha é apenas uma criança que estava brincando.”>
Além de Hassan Nasrallah, as IDF afirmaram ter matado outras 20 figuras de destaque do Hezbollah nos ataques de sexta em Beirute. >
Segundo Israel, entre as lideranças estariam membros de diversas patentes do grupo, incluindo Ali Karaki, líder da frente sul do Hezbollah. >
As IDF também dizem ter matado Ibrahim Hussein Jazini, chefe da unidade de segurança de Nasrallah, e Samir Tawfiq Dib, que Israel descreve como "confidente e conselheiro de longa data de Nasrallah".>
Segundo os militares israelenses, a sede do Hezbollah ficava sob vários edifícios civis.>
O Hezbollah confirmou, além de Hassan Nasrallah, a morte de outro de seus membros seniores em ataques aéreos israelenses no sábado.>
As IDF já haviam comunicado que Nabil Qaouk - chefe do conselho de segurança preventiva do grupo e um membro-chave de seu conselho central - teria sido morto por caças israelenses. >
Após a confirmação da morte de Nasrallah, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o assassinato é um “ponto de inflexão histórico” em seu conflito com o Hezbollah. >
Netanyahu chamou o líder do grupo xiita libanês de “assassino em massa” e disse que o seu país “acertou contas” com os responsáveis pelas mortes de “incontáveis israelenses” e estrangeiros.>
As Forças de Defesa de Israel (IDF) também afirmaram ter atacado infraestruturas e portos no Iêmen que, segundo eles, estariam sendo usados para transportar armas iranianas. >
O ataque foi uma resposta aos "ataques recentes" dos houthis contra Israel, disse o Exército israelense. >
Os houthis reivindicaram o lançamento um míssil contra o centro de Israel na sexta-feira. O projetil foi interceptado pelas forças israelenses. >
A escala e os danos causados pelos bombardeios de hoje no Iêmen ainda não puderam ser verificados pela BBC, mas segundo as IDF a operação de grande escala teria utilizado "dezenas de aeronaves da força aérea, incluindo caças, aviões de reabastecimento e inteligência".>
Os alvos estariam nas áreas de Ras Issa e Hodeidah, no Iêmen. "As IDF atacaram usinas de energia e um porto marítimo, que são usados para importar petróleo", disseram os militares em um comunicado. >
A agência de notícias oficial dos houthi divulgou uma declaração em resposta ao que classificou como "agressão israelense em Hodeidah".>
"A frente de apoio iemenita não vai parar, nossos ataques contra o inimigo sionista não vão parar", diz a nota. >
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