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No Havaí

Funcionário que gerou pânico com alarme falso de míssil é demitido

Supervisor também deixa o cargo após revelação de erro em interpretação de mensagem

Publicado em 31 de Janeiro de 2018 às 01:11

Redação de A Gazeta

Publicado em 

31 jan 2018 às 01:11
Imagem de tela da deputada Tulsi Gabbard mostra o alerta recebido Crédito: Reprodução
O funcionário que causou pânico no Havaí neste mês com um falso alerta de míssil balístico acabou demitido, mesmo após ter sido ratificado no cargo. De acordo com uma investigação focada no erro ocorrido na Agência de Gestão de Emergências do estado, o supervisor do responsável pela gafe acabou se demitindo também. Autoridades revelaram que o autor da "trapalhada" a cometeu de propósito após se confundir com uma mensagem recebida numa troca de turno.
De acordo com a investigação da Comissão Federal de Comunicações (FCC), o falso alerta foi ativado por erro do funcionário que acompanhava a troca de turno, que, ao ouvir uma mensagem de "Isto não é um teste" feita pelo supervisor durante um exercício de rotina, disparou o alarme de maneira consciente. Outros funcionários sabiam que a mensagem não era literal e não teriam se assustado, segundo a FCC. Segundo o inquérito, o supervisor também lançou erroneamente a mensagem ao se passar por um representante do Comando do Pacífico dos EUA, que monitora ameaças na região.
Segundo o general Joe Logan, responsável das Forças Armadas do país no estado, o administrador da Agência, Vern Miyagi, renunciou na esteira das revelações da investigação. Um segundo funcionário se demitiu antes de passar por um processo disciplinar, e um terceiro está suspenso.
No dia 13, os havaianos acordaram com uma mensagem nos seus celulares pedindo que se abrigassem porque havia ameaça nuclear; no entanto, tratava-se de um erro desencadeado por um funcionário que, segundo as autoridades, havia apertado o botão errado.
O primeiro alerta enviado aos celulares no início da manhã no Havaí dizia: "AMEAÇA IMINENTE DE MÍSSIL BALÍSTICO PARA O HAVAÍ. PROCUREM ABRIGO IMEDIATAMENTE. NÃO É UM TESTE". Em seguida, uma outra mensagem mais completa apareceu nas telas dos havaianos: "O Comando do Pacífico dos EUA detectou uma ameaça de míssil para o Havaí. Um míssil pode atingir terra ou mar dentro de minutos."
Segundo a imprensa local, houve princípio de pânico em lugares do estado no início da manhã, com relatos de moradores saindo rapidamente de casa. A rede Hawaii News Now mostrou imagens de correria e relatou que lojas abertas chegaram a expulsar pessoas enquanto fechavam às pressas. Só 38 minutos depois houve uma correção oficial por mensagem.
De acordo com o porta-voz da Agência de Gestão de Emergência do Havaí, Richard Rapoza, as razões que originaram o acidente devem-se, em grande parte, à facilidade com que o alerta pôde ser dado. Rapoza garantiu que novas tecnologias serão utilizadas a partir de agora, incluindo um botão que envia alertas corrigindo o alarme falso.
"Parte do problema é que era muito fácil, para qualquer um, cometer um grande erro desses. Temos que consertar esses problemas no sistema. Sei que esse é um momento muito difícil pra ele (o funcionário)", afirmou à ocasião o governador David Ige
 
Em setembro, a Coreia do Norte realizou seu sexto teste nuclear e, em dezembro, o “Star-Adviser”, um dos principais jornais de Honolulu, afirmou que um míssil disparado do país poderia atingir o Havaí em 20 minutos. Em resposta, o Havaí — o mais próximo entre os 50 estados do país do território norte-coreano — reintroduziu alertas e sirenes da época da Guerra Fria, e realizou testes bem sucedidos de resposta a ataques com mísseis balísticos.
 
 

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