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Saúde

EUA vão compartilhar vacina após garantir necessidade interna, diz secretário

Os norte-americanos também prometem vacina pronta até o fim do ano, embora geralmente demore anos para desenvolvê-las e testá-las com segurança e efetividade

Publicado em 10 de Agosto de 2020 às 14:59

Redação de A Gazeta

Publicado em 

10 ago 2020 às 14:59
Diferentes grupos de pesquisadores tentam obter vacina contra o novo coronavírus
Diferentes grupos de pesquisadores tentam obter vacina contra o novo coronavírus Crédito: Immagini/Folhapress
O secretário de Saúde dos Estados Unidos, Alex Azar, disse, nesta segunda-feira (10), que qualquer vacina norte-americana ou tratamento para a covid-19 seriam compartilhados com o restante do mundo, assim que as necessidades dos Estados Unidos forem atendidas.
Há mais de 200 candidatos à vacina da covid-19 em desenvolvimento ao redor do mundo, incluindo mais de 20 na fase em que são testadas em humanos. O presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu que terá uma pronta até o fim do ano, embora geralmente demore anos para desenvolvê-las e testá-las com segurança e efetividade.
“Nossa primeira prioridade, claro, é desenvolver e produzir quantidade suficiente de vacinas e tratamentos seguros e efetivos, aprovados pela FDA (agência reguladora de alimentos e medicamentos dos EUA) para uso nos Estados Unidos”, disse Azar a repórteres durante visita a Taiwan.
“Mas esperamos ter a capacidade de, assim que essas necessidades forem atendidas, que esses produtos estejam disponíveis na comunidade mundial, de acordo com distribuições justas e equitativas, sobre as quais faríamos consultas na comunidade internacional.”
Ele não avançou mais que isso sobre esse tema em seus comentários.
Azar também disse que a decisão dos Estados Unidos de deixar a Organização Mundial da Saúde (OMS) não significará menos envolvimento de seu país na saúde pública global.
“Os Estados Unidos sempre foram e continuarão sendo o maior financiador de saúde pública no mundo”, acrescentou.
“Após nossa saída da OMS, trabalharemos com outros na comunidade mundial para encontrar os veículos apropriados para continuar apoiando, de maneira multilateral e bilateral, a saúde pública global, como os EUA fizeram no passado.”

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