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EUA revogam visto de brasileiros que participaram da criação do programa Mais Médicos

Nova retaliação contra o Brasil faz parte de medidas anunciadas nesta quarta-feira (13/08) pelo governo americano contra pessoas acusadas de terem vínculos reprováveis com o regime cubano.

Publicado em 14 de Agosto de 2025 às 00:25

BBC News Brasil

Publicado em 

14 ago 2025 às 00:25
Imagem BBC Brasil
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou que seu país está retomando sua 'política de restrição de vistos relacionada a Cuba' Crédito: Getty Images
Em mais uma retaliação a autoridades brasileiras, o governo de Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (13/08) a revogação de vistos de dois brasileiros que participaram dos primórdios do Mais Médicos.
Segundo comunicado do Departamento de Estado americano desta quarta, a retaliação a Mozart Julio Tabosa Sales e Alberto Kleiman é "uma mensagem inequívoca de que os Estados Unidos promovem a responsabilização daqueles que permitem o esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano".
Mozart Sales é atualmente secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde; já Alberto Kleiman é coordenador-Geral para a COP 30, cúpula do clima que ocorrerá em Belém do Pará em novembro.
A BBC News Brasil procurou o ministério e a assessoria de imprensa da COP 30 buscando posicionamentos de Sales e Kleiman e atualizará a reportagem em caso de resposta.
Na rede social X, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que Sales e Kleiman foram "duas das pessoas fundamentais para o Mais Médicos" durante seu ministério ainda no governo Dilma.
"O Mais Médicos, assim como o PIX, sobreviverá aos ataques injustificáveis de quem quer que seja. O programa salva vidas e é aprovado por quem mais importa: a população brasileira", escreveu Padilha, referindo-se a acusações recentes do governo americano contra o serviço de pagamento instantâneo Pix.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou nesta quarta que seu país está retomando sua "política de restrição de vistos relacionada a Cuba".
Foram anunciadas também retaliações a autoridades cubanas, de países africanos e de Granada, no Caribe, por serem supostamente "cúmplices do esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano", nas palavras de Rubio.
No X, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) respondeu à postagem de Rubio elogiando-a: "Obrigado, Secretário. O mundo livre apoia e sabe do seu trabalho."
Em sua própria conta, Eduardo Bolsonaro postou: "EUA anunciam mais restrições e perda de vistos para autoridades brasileiras! Obrigado Presidente Trump e secretário Rubio."
O parlamentar, filho de Jair Bolsonaro, está morando nos EUA, onde tem pressionado o governo Trump por sanções contra autoridades brasileiras, de forma a impulsionar a anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023 em Brasília e a retaliar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), sobretudo Alexandre de Moraes.
Segundo nota do Departamento de Estado americano, a atuação dos brasileiros envolvidos com o Mais Médicos teria ajudado a enriquecer o "corrupto regime cubano" e privado "o povo cubano de cuidados médicos essenciais".
O governo americano acusou ainda a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) de atuar como "intermediária da ditadura cubana para implementar o programa sem seguir os requisitos constitucionais brasileiros, driblando as sanções dos EUA a Cuba".
A BBC News Brasil também aguarda posicionamento da OPAS, que é vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS).
O médico Mozart Sales foi secretário de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde de fevereiro de 2012 a abril de 2014, período durante o qual o Mais Médicos foi implementado.
Segundo um texto de apresentação de Sales no site da Hemobrás — órgão do governo no qual ele foi diretor de março de 2015 a agosto de 2016 —, o médico "criou e coordenou a implantação do programa Mais Médicos em todo o território nacional".
Já Alberto Kleiman, formado em Direito, fez parte da Assessoria Internacional do Ministério da Saúde entre 2012 e 2015. Depois, foi diretor de Relações Internacionais da OPAS — segundo seu perfil na rede profissional LinkedIn, ele ocupou este cargo de janeiro de 2015 a fevereiro de 2022.
No terceiro e atual mandato de Lula, o Mais Médicos foi retomado, em 2023. No novo formato, passou a priorizar profissionais brasileiros — segundo dados divulgados na segunda-feira (11/08), 92,25% dos 24.894 médicos ativos no programa são brasileiros.
Estrangeiros podem participar sob alguns requisitos, como ter conhecimento de português e possuir habilitação, em situação regular, para o exercício da medicina no país de formação.
Em julho, o governo Trump impôs tarifas de 50% sobre alguns produtos brasileiros e anunciou uma retaliação ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, sancionado sob a Lei Magnitsky.
O presidente americano tem acusado o Brasil de passar por uma escalada autoritária e de conduzir uma "caça às bruxas" contra Jair Bolsonaro na Justiça.
O ex-presidente é réu em uma ação penal, da qual Moraes é relator, sobre suposta tentativa de golpe após a derrota de Bolsonaro para Lula nas eleições de 2022.

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