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Discussão sobre moeda comum deve ganhar força em viagem de Lula a Argentina

Lula viaja à capital argentina na noite deste domingo (22). A expectativa de integrantes do governo é que as conversas sobre moeda comum, ainda embrionárias, ganhem força em reuniões que o presidente manterá

Publicado em 22 de Janeiro de 2023 às 12:56

Agência FolhaPress

Publicado em 

22 jan 2023 às 12:56
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O presidente da Argentina, Alberto Fernández, cumprimenta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto Crédito: Tania Rego/Agência Brasil
A discussão sobre moeda comum para os países do Mercosul deve ganhar força com a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Buenos Aires (Argentina), onde participa da cúpula da Celac (Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos).
Lula viaja à capital argentina na noite deste domingo (22). A expectativa de integrantes do governo é que as conversas sobre moeda comum, ainda embrionárias, ganhem força em reuniões que o presidente manterá ao longo do evento, entre elas uma com seu colega argentino, Alberto Fernández. O ministro Fernando Haddad (Fazenda) integra a comitiva.
No final da noite de sábado (21), Lula e Fernández assinaram artigo conjunto no jornal argentino Perfil no qual defenderam o relançamento da aliança entre Brasil e Argentina.
Em um trecho, ambos defendem as discussões sobre moeda comum para o bloco. "Temos a intenção de superar as barreiras em nossas trocas [comerciais], simplificar e modernizar as regras e fomentar o uso das moedas locais", escrevem.
"Também decidimos avançar nas discussões sobre uma moeda comum sul-americana que possa ser usada tanto para os fluxos financeiros como comerciais, reduzindo os custos operacionais e nossa vulnerabilidade externa."
Em abril do ano passado, Haddad e seu atual secretário-executivo da Fazenda, Gabriel Galípolo, escreveram um artigo na Folha argumentando que a criação da moeda sul-americana pode acelerar a integração regional. "A nova moeda poderia ser utilizada tanto para fluxos comerciais quanto financeiros entre países da região", indica o artigo.
Em janeiro deste ano, ao ser questionado sobre a possível criação de uma moeda única para o Mercosul, Haddad disse a um jornalista para "se informar primeiro". A declaração ocorreu dois dias após o embaixador da Argentina, Daniel Scioli, ter dito que conversou com o ministro sobre a criação de uma moeda comum (não única) para o bloco.
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