Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Mundo
  • Departamento de Saúde dos EUA recomenda reduzir restrições à maconha
Drogas

Departamento de Saúde dos EUA recomenda reduzir restrições à maconha

Nova classificação rebaixaria substância a categoria de menor risco, mas depende de aprovação de agência antidrogas do país

Publicado em 01 de Setembro de 2023 às 05:26

Agência FolhaPress

Publicado em 

01 set 2023 às 05:26
O Departamento de Saúde dos Estados Unidos mudou sua recomendação de risco para a maconha, sugerindo que ela seja rebaixada para o mesmo patamar de substâncias consideradas de baixo risco e acessíveis com prescrição médica, como anabolizantes.
A recomendação é feita à DEA, a agência antidrogas do país, que tem a última palavra sobre a mudança a nível federal. Atualmente, a maconha é parte da categoria 1 de substâncias controladas, ao lado de drogas caracterizadas pelo potencial para o uso abusivo e por pouca ou nenhuma utilização como medicamento, casos da heroína e do LSD. Com a mudança, seria definida como droga da categoria 3.
A selective focus shot of cannabis on a white background
Com a mudança, a maconha seria definida como droga da categoria 3 Crédito: Freepik
"Como parte do processo, o Departamento de Saúde conduziu uma avaliação médica e científica para análise da DEA, que começa agora sua revisão [sobre a recomendação]", afirmou um porta-voz da agência.
"O processo é independente e liderado pelo Departamento de Saúde, pelo Departamento da Justiça e guiado por evidências", afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre.
A reclassificação pode ser um ponto de inflexão na forma como o país encara a planta, um processo que já vem acontecendo: quase 40 estados legalizaram alguma forma de consumo da maconha, do uso recreativo e liberação do mercado a usos mais restritos a pesquisas e a prescrição médica.
Em outros estados e a nível federal, no entanto, a planta segue completamente ilegal, com raras exceções para estudos científicos.
Para além do consumo individual ou dos fins medicinais, a eventual aprovação da DEA pode catapultar o mercado canábico, possibilitando a listagem de empresas do setor nas grandes Bolsas de Valores americanas e abrindo as portas do país para companhias estrangeiras.
A indústria também traz benefícios tributários. Em conta conservadora, que considera apenas os 11 estados que arrecadaram impostos específicos sobre o uso recreativo da droga, a maconha foi responsável por US$ 2,9 bilhões (cerca de R$ 14 bi) no ano fiscal de 2022, de acordo com dados do Centro de Estudos Tributários do Urban Institute e da Brookings.
"Por tempo demais a proibição da cânabis e seu status desatualizado como substância de categoria 1 têm prejudicado injustamente inúmeras pessoas afetadas pela fracassada guerra às drogas", disse George Archos, CEO da Verano, empresa que trabalha com a planta.
"Acreditamos que a reclassificação para categoria 3 vai marcar a reforma mais significante sobre cânabis a nível federal na história", afirmou Edward Conklin, da ONG Conselho da Cânabis dos EUA, que busca a regulamentação da indústria, ao jornal Washington Post. "O presidente Joe Biden está declarando o fim da fracassada guerra à cânabis promovida por Nixon [ex-presidente] e colocando o país no caminho para acabar com a proibição".
Em outubro do ano passado, o presidente americano havia dado um primeiro passo rumo à descriminalização da maconha no país ao conceder perdão a todos os condenados em nível federal por posse da substância. À época, Biden pediu que governadores tomassem medidas semelhantes nas esferas estaduais.
"Existem milhares de pessoas com condenações federais anteriores por porte de maconha a quem podem ter sido negadas oportunidades de emprego, moradia ou educação como resultado disso. Essa medida ajudará a aliviar os efeitos decorrentes dessas condenações", afirmou o presidente no ano passado.
A medida, no entanto, era mais simbólica do que prát ica, já que ela se limitava às pessoas que foram presas e condenadas por posse da droga por agentes federais --cerca de 6.500 pessoas, entre 1992 e 2021, segundo a Casa Branca informou à época.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Renato Casagrande e Ricardo Ferraço participaram de convenção que lançou chapa do PSDB, presidido por Arnaldinho Borgo
Arnaldinho Borgo quem emplacar um nome na vaga de vice de Ricardo
Professora denuncia que aluno colocou vidro na água dela em escola de São José dos Campos
Insegurança de professores em sala de aula deve ser levada mais a sério
Onda de calor e hidratação
Super El Niño e ondas de calor: como prevenir os impactos na saúde

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados