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Como guerra entre Israel e Irã afeta poder e planos da Rússia

Quanto mais tempo durar a operação militar de Israel, maior será a percepção de que a Rússia tem muito a perder.

Publicado em 18 de Junho de 2025 às 06:38

BBC News Brasil

Publicado em 

18 jun 2025 às 06:38
Imagem BBC Brasil
Embora Moscou tenha enaltecido sua parceria com o Irã, o acordo não exige que a Rússia ajude militarmente Teerã Crédito: AFP via Getty Images
Quando Israel lançou a Operação Leão Crescente, autoridades russas descreveram a atual escalada no Oriente Médio como "alarmante" e "perigosa".
Ainda assim, a mídia russa foi rápida em enfatizar possíveis pontos positivos para Moscou.
Entre eles, estavam:
  • O aumento nos preços globais do petróleo, que, segundo as previsões, deve encher os cofres da Rússia;
  • O desvio da atenção global da guerra da Rússia contra a Ucrânia. "Kiev foi esquecida" foi o título de uma notícia do jornal Moskovsky Komsomolets;
  • E se a oferta do Kremlin de mediar o conflito fosse aceita, a Rússia poderia se apresentar como um ator importante no Oriente Médio e como um pacificador, apesar de suas ações na Ucrânia.
No entanto, quanto mais tempo durar a operação militar de Israel, maior será a percepção de que a Rússia tem muito a perder com os atuais acontecimentos.
"A escalada do conflito traz sérios riscos e custos potenciais para Moscou", escreveu o cientista político russo Andrei Kortunov no jornal Kommersant na segunda-feira (16/6).
"O fato é que a Rússia não conseguiu impedir um ataque em massa de Israel contra um país com o qual [a Rússia] assinou uma parceria estratégica abrangente há cinco meses."
"Claramente, Moscou não está preparada para ir além de declarações políticas condenando Israel, nem está pronta para fornecer ajuda militar ao Irã."
O acordo de parceria estratégica assinado pelo presidente russo, Vladimir Putin, e pelo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, no início deste ano, não é uma aliança militar.
Ele não obriga Moscou a sair em defesa de Teerã.
Na época, no entanto, Moscou enalteceu o acordo.
Em entrevista à agência de notícias Ria Novosti, o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, observou que o acordo dava "atenção especial ao fortalecimento da coordenação em prol da paz e da segurança a nível regional e global, e ao desejo de Moscou e Teerã de estreitar a cooperação em segurança e defesa".
Imagem BBC Brasil
A Rússia dependeu fortemente nos drones Shahed do Irã em sua guerra na Ucrânia, mas agora os fabrica localmente Crédito: Reuters
Nos últimos seis meses, Moscou já perdeu um importante aliado no Oriente Médio, Bashar al-Assad.
Após a deposição do líder sírio em dezembro do ano passado, ele recebeu asilo na Rússia. A perspectiva de mudança de regime no Irã e a simples ideia de perder outro parceiro estratégico na região vão ser motivo de grande preocupação para Moscou.
Ao comentar sobre os acontecimentos no Oriente Médio na terça-feira (17/6), o jornal Moskovsky Komsomolets concluiu: "Na política global, neste momento, estão ocorrendo grandes mudanças em tempo real, que vão afetar a vida em nosso país, direta ou indiretamente."
Vladimir Putin vai passar grande parte desta semana em São Petersburgo, onde acontece o Fórum Econômico Internacional da cidade, realizado anualmente.
O evento já foi chamado de "Davos da Rússia", mas o rótulo não se aplica mais.
Nos últimos anos, os CEOs de grandes empresas ocidentais têm mantido distância — especialmente desde a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia.
No entanto, os organizadores afirmam que, neste ano, representantes de mais de 140 países e territórios vão estar presentes.
É quase certo que autoridades russas vão usar o evento para tentar demonstrar que as tentativas de isolar a Rússia por causa da guerra na Ucrânia fracassaram.
Pode ser um fórum econômico, mas a geopolítica sempre está por perto.
Vamos observar de perto todos os comentários que o líder do Kremlin fizer sobre o Oriente Médio e a Ucrânia.

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