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Covid-19

Boris Johnson desiste de apelar a bom-senso e fecha pubs em Londres

Reino Unido é o último entre maiores países da Europa a apertar medidas de isolamento social

Publicado em 20 de Março de 2020 às 14:42

Redação de A Gazeta

Publicado em 

20 mar 2020 às 14:42
Boris Johnson, político britânico Crédito: Andrew Parsons/Parsons Media Ltd
Depois de semanas apelando para o bom-senso e a responsabilidade dos britânicos para se isolarem, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, decidiu nesta sexta (20) endurecer as regras no combate à pandemia do novo coronavírus.
A partir da noite desta sexta, bares, restaurantes, cinemas e academias de Londres ficarão fechados por pelo menos um mês, quando a situação será reavaliada.
O primeiro-ministro britânico tem repetido em seus discursos que o Reino Unido respeita a liberdade e que cabe aos indivíduos acatarem a recomendação de se isolarem.
Na capital inglesa, porém, mesmo com a redução drástica do transporte público, o movimento persiste, com vários relatos de jovens frequentando normalmente os pubs, e o número de casos aumenta rapidamente.
De 1.140 casos e 21 mortes no domingo (15), o Reino Unido passou a 3.269 portadores confirmados do novo coronavírus e 144 mortos por complicações da infecção causa pelo vírus.
Por enquanto, lojas "não essenciais" (que não vendem remédios ou alimentos) ficarão abertas, mas o governo não descarta proibi-las de funcionar, como a maioria da Europa já fez.
Na quinta (19), Boris já havia anunciado o fechamento das escolas no país, tornando-se o antepenúltimo país europeu a tomar essa medida. Até a tarde desta sexta, apenas a Suécia ainda tinha escolas abertas, embora o governo sueco também recomende (mas não obrigue) a suspensão das aulas.
A velocidade mais lenta de imposição do isolamento social no Reino Unido tem alimentando um debate entre especialistas. Um estudo do Royal College de Londres divulgado na segunda-feira (16) concluía que, sem uma quarentena longa e prolongada, o Reino Unido poderia chegar a 250 mil mortes provocadas pela doença.
Cientistas americanos, porém, criticaram o trabalho britânico e afirmaram que restrições de mobilidade seriam suficientes para deter a transmissão em algumas semanas e zerar os casos, desde que não houvesse a entrada de pessoas contaminadas no país (o Reino Unido ainda mantém abertas suas fronteiras).
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