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Após criticas

Após massacres que mataram 29, Trump diz que EUA "precisam fazer mais"

"O ódio não tem lugar no nosso país" afirmou o presidente

Publicado em 05 de Agosto de 2019 às 11:53

Publicado em 

05 ago 2019 às 11:53
O presidente dos EUA, Donald Trump Crédito: Isac Nóbrega/PR

Após ser fortemente criticado na sequência de dois massacres a tiros ocorridos no último fim de semana nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump se manifestou sobre os incidentes que deixaram 29 mortos.

Após se defender afirmando que seu governo já fez muito para impedir ataques, ele admitiu que talvez seja preciso fazer mais.

"O ódio não tem lugar no nosso país", afirmou. Até então, ele havia apenas publicado uma confusa série de tuítes expressando apoio às vítimas, ao mesmo tempo em que promovia uma luta de MMA e lançava críticas a seus adversários políticos.

O massacre em um supermercado da rede Walmart em El Paso, no Texas, matou ao menos 20 pessoas no sábado. Outro ataque ocorrido horas mais tarde numa área de vida noturna em Dayton, Ohio, deixou mais nove mortos.

Os indícios de que o ataque no Texas teria motivação racial levou opositores democratas a jogarem a culpa sobre a retórica anti-imigração de Trump que, segundo afirmam, fomenta um clima de ódio e de violência contra os migrantes.

Em seu pronunciamento, o presidente tentou se defender das críticas dizendo que seu governo tem feito mais do que os de seus antecessores para lidar com a questão, mesmo após a série de ataques no país.

"Fizemos muito mais do que os outros governos", afirmou, sem dar exemplos. "Fizemos muito, na verdade. Mas talvez precisemos fazer ainda mais", frisou.

Trump ignorou perguntas sobre um manifesto anti-imigração escrito pelo atirador de El Paso, cuja linguagem se assemelha à retórica que ele mesmo utiliza, e evitou mencionar a controvérsia sobre as leis de armas no país.

Ele ainda atribuiu os massacres a uma combinação entre ódio e problemas mentais, afirmando que, em ambos os casos do fim de semana, os atiradores são pessoas "com doenças mentais muito graves".

Também ressaltou que esse problema já ocorre há muitos anos: "Temos que acabar com isso", afirmou. Antes, ele havia dito que os massacres foram "atos de covardia".

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